ARTE E CULTURA >> Carnaval

  • Praça Paris: laboratório musical do Rio

    Da Redação em 31 de Agosto de 2017    Informar erro
    Local: Praça Paris
    ENDEREÇO: Em frente ao Monumento aos Pracinhas
    De alguns anos para cá, a Praça Paris, na Glória, foi redescoberta pelos blocos e desde então vem sendo usada para ensaios ao longo do ano. Durante todos os dias da semana, principalmente às quartas, acontecem várias oficinas de agremiações com estilos diferentes, entre elas, a do Vem Cá Minha Flor, Comuna que Pariu (foto) e Amigos da Onça, além de aulas individuais de sopro. O local vira uma miscelânea musical que mistura bateria, sopros e dança.
     
    O bloco Amigos da Onça faz uma mistura disso tudo com muita vontade e disposição. Interessante é que em meio aos ensaios pernas de pau circulam pela praça fazendo coreografias. Seu repertório vai das marchinhas ao axé baiano, passando por Mamonas Assassinas e por iradas musicas autorais.
     
    Outro que ocupa a praça às quartas é o engajado Comuna que Pariu. Formado por militantes de esquerda do PCB e simpatizantes, o Comuna, ao contrário do que muita gente pode pensar, faz ensaios super disciplinados e levados a sério. O mestre da bateria é Bill Rait, músico por excelência e militante das lutas sociais.
     
    A partir de uma formação acústica, o Vem Cá Minha Flor tem instrumentos de sopro e percussão e repertório em constante transformação. Fazem parte dessa mistura axé, samba-reggae dos 80 e 90, funk antigo, forró, muitas marchinhas e também hits do rock e pop como “Pescador de Ilusões” da banda O Rappa, que foi um dos ápices do desfile de carnaval, fazendo uma multidão pular. As musicas e coreografias sacodem a velha Praça Paris.
     
    Quem realiza caminhadas e corridas pela praça adora. A funcionária pública Mercedes Quental garante que os ensaios trazem mais segurança ao local. “Além disso, não tem como não gostar, pois animam com suas danças e músicas ecléticas”, assegura. O músico Francisco Alcides gostou tanto que está inclusive pensando em começar uma das oficinas. “São tantas que nem sei qual escolher”.
     
    Todas as oficinas têm em comum o respeito pelo horário do silêncio e terminam impreterivelmente às 22h. O lugar, antes deserto à noite, agora é um grande laboratório musical. Delícias do Rio de Janeiro!

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