ARTE E CULTURA >> Exposição

  • Exposição “Expedição Coral: 1865-2018” no Bicentenário do Museu Nacional

    Da Redação em 11 de Junho de 2018    Informar erro
    Local: Museu Nacional
    ENDEREÇO: Quinta da Boa Vista, S/N, São Cristóvão
    CONTATO: (21) 3938-1123
    DETALHES:
    Até maio de 2019 | De terça a domingo, das 10h às 17h | Ingresso: R$8 e R$4 (meia) para menores de 21 anos, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública. Grátis para crianças com até 5 anos e pessoas com deficiência. Entrada gratuita para todos no segundo domingo de cada mês.
    LINK: Clique aqui e visite o site
    A exposição Expedição Coral: 1865-2018 tem como tema corais, ambientes coralíneos e seu estado de conservação, desde o Brasil de Pedro II até hoje. Ela traz exemplares da fauna dos recifes de coral do Brasil, telas interativas, instrumentos científicos, entre outras peças. Com a curadoria dos professores Clovis Castro e Débora Pires, coordenadores do Projeto Coral Vivo, patrocinado pela Petrobras desde 2006, a cenografia é assinada pelo estúdio M’Baraká.
     
    Um dos destaques fica por conta de uma revelação recente para a ciência. Em meio a um gabinete com dezenas de nichos, está o esqueleto de colônia centenária do coral Mussismilia braziliensis. A peça foi datada por meio de métodos de alta tecnologia, e o resultado confirma que sua coleta foi realizada durante expedição ligada ao naturalista canadense Charles Hartt, entre 1865 e 1876, na Bahia. Ele foi pioneiro no levantamento geológico do Brasil e Diretor da Seção de Geologia do Museu Nacional em 1876. 
     
    O pano de fundo da mostra é o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Ambientes Coralíneos (PAN Corais). Um exemplar do peixe mero (Epinephelus itajara) taxidermizado com mais de 2 metros de comprimento busca chamar a atenção para as espécies ameaçadas. Outras espécies-foco do PAN Corais estarão expostas em bordados, em meio líquido ou com o esqueleto seco, por exemplo.
     
    Duas telas interativas buscam sensibilizar o público na exposição. De forma divertida, será possível jogar e compreender o impacto das ações das pessoas em ecossistemas como banco de corais, banco de gramas-marinhas e manguezal.
     
    Na outra tela, o público poderá tocar o mapa da costa brasileira para conhecer unidades de conservação, áreas prioritárias do PAN Corais, e projetos conservacionistas. 
     
    No teto, estará uma instalação de tecido e luz inspirada na topografia do Recife da Lixa, da região de Abrolhos, desenhada por Hartt. Uma série de exemplares de espécies marinhas que ocorrem nos recifes brasileiros estará disposta sobre ampla mesa. Entre elas, uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), um baiacu taxidermizado, assim como outros peixes, arcada de tubarão, conchas e ouriços.
     
    As janelas do salão da exposição estarão encobertas por biombos vazados, e a luz solar deixará sombras inspiradas nas texturas do coral Mussismilia harttii: espécie que somente ocorre no Brasil e que seu nome é uma homenagem ao naturalista Charles Hartt.
     
     

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