TURISMO >> Histórias do Rio

  • Paulo Viana, o primeiro chefe de polícia do Rio tinha funções também de prefeito

    Da Redação em 22 de Janeiro de 2022    Informar erro
    Quando Dom João VI aportou no Rio de Janeiro, em 07 de março de 1808, transferindo a corte praticamente para o meio da selva, uma de suas primeiras preocupações foi dar à cidade uma organização policial digna da capital de um império. 
     
    Afinal, o então pequeno trecho urbano da cidade, além de ter um amontoado de pequenas casas e ruas sujas e mal iluminadas, era desprovido de segurança e uma ameaça à integridade.
     
    Para cumprir a tarefa, D. João convocou o conselheiro Paulo Fernandes Viana, desembargador do Paço e Ouvidor-Geral do Crime para o cargo de Intendente Geral de Polícia e do Estado do Brasil. 
     
    Segundo cronistas da época, o principal objetivo do regente era guardar a sua própria segurança pessoal, receoso de que algum espião francês pudesse atacá-lo. A Europa estava conflagrada, dominada pelas forças de Napoleão, Portugal invadido e ocupado pelas armas francesas. A ânsia de conquistas da França parecia não ter limites sendo possível que cobiçasse as possessões de países subjugados. 
     
    Assim, por Decreto de 5 de abril de 1808, foi criada a Polícia da Corte e do Estado do Brasil. Viana ficou 12 anos no cargo até 1821. Curiosamente, suas funções não se limitavam à segurança pública. Ele atuava também como um prefeito, gerindo obras públicas. 
     
    Entre elas, a construção de uma rede de abastecimento de água, do Cais do Valongo, vários chafarizes, calçamento de ruas, construção do Teatro São João (atual João Caetano). Na área de segurança criou a Guarda Real da Polícia e construiu cadeias e delegacias.
     
    Tinha ainda a responsabilidade de policiar as ruas, expedir passaportes, vigiar os estrangeiros, fiscalizar as condições sanitárias dos depósitos de escravos e providenciar moradia para os novos habitantes que a cidade recebeu com a chegada da corte.
     
    Também se encarregou de aterrar pântanos, organizar o abastecimento de água e comida e a coleta de lixo e esgoto, calçar e iluminar as ruas usando lampiões a óleo de baleia, construir estradas, pontes, aquedutos, fontes, passeios e praças públicas
     
    Consta que Paulo Viana perdeu força depois que confrontou o herdeiro do trono Pedro I. Antes de D, João VI voltar para Portugal em 1821, exonerou os ministros e também Viana. Terminava alí o longevo mandato do primeiro chefe de polícia do Rio e do Brasil.
     
    Paulo Viana, faleceu de infarto aos 63 anos poucos dias depois.
     
    Fonte: Livro Algo do Meu Velho Rio, de Augusto Maurício.
     
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