A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) vai fazer uma reunião às 18h desta quinta-feira (24) para decidir se vai ou não ter desfile em fevereiro. O encontro acontecerá na sede da Liga, no Centro do Rio.
Jorge Castanheira, presidente da Liesa, se posicionou anteriormente dizendo que só era favorável à realização dos desfiles em fevereiro se houvesse uma vacina contra a Covid-19 ou algum remédio que impeça a contaminação.
Em outra reunião em julho, dirigentes da Liesa, representantes das escolas do Grupo Especial e carnavalescos disseram que ser "inviável" realizar os desfiles ano que vem sem vacina para a Covid-19 — e em qualquer data.
Apesar da indefinição, oito escolas já escolheram seus enredos.
O carnavalesco Paulo Barros disse, em julho, que a possibilidade de o carnaval acontecer em fevereiro é muito remota.
“Como é que nós vamos fazer um desfile seguro, para as pessoas se sentirem seguras e que a gente dê essa segurança aos desfilantes, aos próprios componentes das escolas?”, questionou.
E acrescentou:
“Quem sabe em 2022 a gente tenha condições de fazer esse carnaval bonito, belo, o grande espetáculo da Avenida, como sempre foi”.
Mas a questão não é apenas adiar ou não o carnaval. O que os dirigentes das escolas querem saber é como fazer a festa no ano que vem numa data que seja segura para saúde de todo mundo sem comprometer os preparativos do carnaval de 2022.
“É importante dizer o quanto é necessário a gente entender a importância da saúde de todos aqueles que participam do carnaval, mesmo daqueles direta ou indiretamente. É muito difícil a gente falar hoje de uma festa onde a gente vê muitas pessoas, milhões de pessoas morrendo”, falou o carnavalesco Edson Pereira.
Fonte: G1