Aboio reflete questões de espaço e territorialidade. O canto triste típico dos vaqueiros do nordeste brasileiro, de origem moura, serve de ponto de partida para o percurso de três bailarinas flamencas. Partindo de um lugar nômade compreendido como lugar de fluxo, de deslocamento incessante, Aboio expõe os paradoxos deste lugar de impermanência e suas implicações em nossa relação com a terra: as fronteiras entre o pertencimento e o não pertencimento, o transmutável e o imutável, o permanente e o efêmero, lançando a pergunta: para que servem as fronteiras?
Bailaoras: Ariana de Britto, Julie Coelho e Maíra Pedroso
Percussão: Alejo
Cante: Diego Zarcón
Guitarra flamenca: Luciano Camara
Cante e trombone: Ciça Salles
Baixo: Bruno Vitale
Concepção e Direção Artística: (En)Clave Cia de Dança
Direção Musical: Coletivo Aboio
Preparação corporal: Eliane Carvalho
Coreografias: Ale Kalaf, Milene Munõz e (En)Clave Cia de Dança
Figurino: (En)Clave Cia de Dança, Lunares Flamenco e La Revêrie
Fotos: Cicero Rodrigues