Depois de cinco anos fora do calendário cultural carioca, o Arte Core volta ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), no Flamengo. A nona edição reúne artes visuais, skate, música, moda, oficinas e encontros, ocupando o museu e seus arredores com programação gratuita e classificação livre.
A programação começa antes do festival oficial, com a Arte Craft, feira de arte que acontece na Varanda do MAM e reúne artistas, coletivos, galerias, editoras e iniciativas independentes. A programação inclui ainda mesas dedicadas à arte impressa.
Nas artes visuais, participam artistas de diferentes regiões do país, entre eles Amanda Nunes, Gugie Cavalcanti, Charles Lessa, Conativo, Dolores Essos, Matheus Abu, Thaís Iroko, Alberto Pereira, Robinho Santana, Luna Bastos, Maria de Lourdes Santiago, Mariê Balbinot e Gustavo Magalhães.
O público também poderá participar de oficinas conduzidas por Marcelo Macedo, Bruno Big, Antonio Ton, Thais D’Oliveira, Igor Izy, João Lelo, Talita Persi e Alberto Pereira, com atividades de pintura, desenho, colagem, grafite, montagem de lenços e pintura experimental.
A moda também integra a programação, com um espaço da Pool Jeans, marca da Riachuelo. O público poderá levar peças para doação, que serão encaminhadas a instituições parceiras, além de participar de uma ação de customização.
A Kenner participa pela primeira vez do Arte Core com ativações ligadas à arte e à cultura urbana. Entre elas está uma ação de grafite aberta ao público. A marca também convidou o coletivo Futuro Suburbano para realizar a curadoria do projeto Portas Abertas, que reúne trabalhos de 36 artistas suburbanos, periféricos e de grupos historicamente minorizados.
Na música, a programação tem curadoria de Daniel Tamenpi e reúne DJs que trabalham exclusivamente com discos de vinil. O festival também recebe o rapper BNegão e FBC, que faz um pocket show gratuito no domingo, às 21h, em ação promovida pela Kenner.
Criado em 2013, o Arte Core já realizou oito edições até 2021 e ajudou a projetar nomes como Fefe Talavera, Derlon, Bozo, Zéh Palito, Miguel Afa, Wallace Pato, Mulambo, Bruno Lyfe, Larissa de Souza, Speto, Hanna Lucatelli, Bruno Big, Helen Salomão e Maxwell Alexandre.
Em 2026, o tempo é o fio condutor do festival, que propõe uma reflexão sobre processos de criação, presença, tentativa, erro, conversa e convivência em meio à velocidade da produção e do consumo contemporâneos.