ARTE E CULTURA >> Evento

  • Mostra de Arte Urbana espalha pelo Rio obras de artistas de periferias cariocas

    Da Redação em 12 de Novembro de 2019    Informar erro
    Um conjunto de instalações urbanas e performances públicas vai invadir a cidade dia 16 de novembro. A mostra Interferências3 , do Oi Kabum!Lab, conecta as criações multimídia de arte e tecnologia de mais de 70 artistas das periferias do Rio.
     
    Com temáticas e linguagens variadas, as obras foram todas produzidas durante o Laboratório de Intervenções Artísticas do Oi Kabum! Lab, centro de cultura digital que é ponto de encontro e resistência da juventude popular carioca.
     
    As produções foram divididas em quatro temas: Vida Urbana (Beat Bike, Street Não Viu, rebU, 021, Vitória e Favela Influencers); Distopias Ambientais (Surrealixo e R.A.M.); Igualdade e Cultura Negra (Corpo Encruzilhada, Lenga-lenga Orô e Ori) e Corpo-Mente (Interferência Divina, NDA, Árduo Trajeto e Oráculo).
     
    O projeto propõe novas narrativas para as diferentes identidades de cada um dos artistas. Entre os destaques da mostra, tem bicicleta como veículo musical tecnológico e como símbolo da precarização do trabalho. Tem a visão de crianças negras sobre seus cabelos através da confecção de penteados e tranças afro. Tem os influenciadores locais que impactam suas comunidades em vários campos da arte e da ação social. Tem moda consciente e inovadora, com materiais descartados. Tem tradição yorubá e tem holograma com oráculo sonoro.
     
    Interferências3 celebra os 10 anos de parceria entre o Oi Futuro e o CECIP - Centro de Criação de Imagem Popular, organização civil pioneira na democratização do acesso às mídias e à cultura digital, criada em 1986 por Paulo Freire, Claudius Ceccon, Eduardo Coutinho, entre outros. Desde 2009, a Oi Kabum! tornou-se referência de conexão entre artistas e produtores culturais periféricos do Rio de Janeiro. Mais de 2 mil jovens já passaram pelos cursos e oficinas dos projetos Oi Kabum! Rio e Oi Kabum! Lab.
     
    Todos os trabalhos foram desenvolvidos através desta parceria, com patrocínio da Oi, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Sediado no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, no Centro, o Oi Kabum! Lab promove o acesso de jovens artistas a vivências de experimentação criativa e tecnológica. O espaço também oferece oficinas e realiza eventos gratuitos, com o objetivo de apoiar a produção e disseminação de arte contemporânea produzida nas periferias.
     
    Em 2020, o Oi Futuro e a Oi Kabum! estão confirmados na programação oficial da próxima edição do SXSW EDU Conference & Festival - maior evento de inovação do mundo que acontece em março, em Austin, no Texas. Entre 1.700 propostas, o público votou no painel “Arts and tech to empower young creative changers”, que apresentará os cases do Oi Kabum! Lab e do NAVE, outro projeto de educação desenvolvido pelo Oi Futuro, em duas escolas públicas de Ensino Médio.
     
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    MÍDIAS
    Site: http://oikabumrio.org.br/site/lab-iu/
    Instagram: https://www.instagram.com/oikabumlab
     
    Sinopses das obras Interferências3
     
    I – VIDA URBANA
    1. Beat Bike → Instalação/evento em espaço público, é uma “fábrica de beats” com recurso de inteligência artificial acoplada a uma bike iluminada por leads e cujas rodas são telas onde há projeções de arte urbana. O evento mistura artistas e passantes na produção e mixagem ao vivo de beats e improvisos de rap. Há ainda parceria com outros projetos de arte-bike, como o Quilombike. (Ayofemi - Helen Pereira de Oliveira, Byu La, Emana Helena D’tróia, Felipe Bacelar, Fernanda Peniche, Marcos Braz, Mila Milanesa, Matheus Ferreira, Nicole Pereira Pessoa, Thiago Guilherme Souza da Silva, Ton Oliveira, Zenin - Marcos Ramos/Músicos convidados: Bart, Cjota, LudiK, Mari Estevam, Saluh, Tony Mayke).
     
    2. Street Não Viu → A correria invisível de artistas urbanos marginais ao circuitão, em quatro vídeos com diferentes formatos e linguagens: depoimentos, clipes e videogame imersivo em RV. (Lúcio Mendes, Daniel Barbosa de Lima, Matheus Ferreira, Thiago Guilherme Souza da Silva, Ulysses Giesta, Wellington Pereira Rosa)
     
    3. rebU → Instalação e performance em praça pública: imensa bag de biker entregador de comida (UberEats, Ifood, Rappi), com projeções mapeadas nas laterais e aberta para que o público entre e ouça/veja depoimentos de entregadores. Questionamentos sobre a uberização do trabalho e da vida, inclui ainda ações de lambe e “adesivaço” (Germano Portela, Dikran Machado, Thiago Guilherme, Milton Ferreira)
     
    4. 021 → Painel com imagem cartão-postal do Rio sofre intervenções diversas em colagem projetada que sobrepõe com crítica e ironia os sentidos contraditórios da cidade. (MaCa - Maria Carolina Rodrigues e Patrick Lopes)                   
                                                                                                      
    5. Favela Influencers → Imersão em VR leva espectador para dentro de favelas e periferias no Rio e na Baixada, onde conhecerá personagens que impactam suas comunidades em vários campos da arte e da ação social, em vídeo-depoimentos. (Daniele Macario)
     
    6. Vitória → O Brasil deu certo para quem? Releitura da estátua grega conhecida como Vitória de Samotrácia: projeções mapeadas exploram a ideia de "glória e poder" do Estado, no caso brasileiro. (Antonio Meurer, Taianne Oliveira e Lua Melo)
     
    II – DISTOPIAS AMBIENTAIS
     
    7. Surrealixo → Alta costura exclusiva e prêt-à-porter por estilistas da periferia. As criações têm como ponto de partida os materiais descartados e lixo. Estética inspirada em um futuro surrealista. Ensaios fotográficos, vídeos e desfile em espaço público. (Billi, CARU, Cléo Fonseca David Ritter, Felipe Bacelar, Fernanda Maurici, Jamile Adriana Costa Silva, Lua Calasara, Lua Felix, Paulo Henrique de Oliveira, Pita - Naiara Feitoza Camargo de Castro, Wendel Tavares Zenin - Marcos Ramos)
     
    8. R.A.M. (Reconfiguração Afetiva de Memória) → No pós-apocalipse ambiental, mulher-máquina descobre portal temporal e mergulha em uma espiral de lembranças (ou chip de memória?) de quando houve vida na Terra. Performance e projeção mapeada de animações e vídeos, com sensores para interação do público. (Brenda Ellen Diehl, Cléo Fonseca, Mylena Tayla de Britto Bitencourt, Rafael Cavalcanti – RAFU, Redson Fernando Alves da Silveira Junior)
     
    III – IGUALDADE E CULTURA NEGRA
    9. Corpo Encruzilhada → Performance de corpos negros vestidos de forma homogênea percorrem, no Centro do Rio, os endereços onde se anunciava em grandes jornais a compra e venda de escravos. Haverá uma caminhada partindo de ruas como Quitanda, Ouvidor, Rosário e Rua do Carmo que se interligam e formam uma encruzilhada e que levam a lugares de memória como o Cais do Valongo e ao Chafariz de Nossa Senhora do Carmo onde acontecerá um ato de purificação e resgate com dos corpos marcados pelas palavras dos anúncios. (Joeliton Sousa Ribeiro, Tatiane Ferreira Campos, Vanessa dos Santos Vieira, Marina de Aquino Piedade)
     
    10. Lenga-lenga Orô → Animação e projeção de palavras de origens africana e indígena, conhecidas e desconhecidas. (Danillo Travassos, Emana Helena D’tróia, Mariane Duarte).
     
    11. Ori → Crianças negras experimentam tranças e comentam sua relação com os cabelos e penteados. Vídeo e projeção. (Teodora Aya e Bida Barreto)
     
    IV - CORPO-MENTE
    12. NDA → Nesta performance, o corpo humano se adapta, se renova e se recria. Os valores humanos têm mudado, não vivemos mais de uma forma orgânica. Inserimos dia a dia substâncias e objetos que despertam em nosso organismo a compulsividade, o vício, a aceleração de nossos processos humanos. Infectados, corremos de um lado para o outro a procura de nós mesmos. (Amaonda, CARU, Lua Felix, Rená).
     
    13. Árduo Trajeto → Instalação e performace mesclando notícias de violência nos jornais, imagens de santos católicos e materiais concretos como cabelos, “sangue” e pedaços de corpos inspirados em ex-votos: feitos de silicone, eles derretem com o passar dos dias. (Gabrielzíssima).
     
    14. Oráculo → Num labirinto espiral, público acessa um robô-oráculo: em forma de holograma, ele emite imagens e sons de camadas de palavras sobrepostas e invertidas, a princípio incompreensíveis. Ao se concentrar numa pergunta, o visitante terá do Oráculo sua resposta exclusiva. (Pedro Ryan e WAR).
     
    15. Interferência Divina → O sagrado, o intocável, a palavra divina: um dos livros mais importante da humanidade, a bíblia. Interferir artisticamente nas suas ordens e ensinamentos complexos. Exaltar e projetar aos céus suas falas que, em vez de tratar de amor, alimentam o ódio. (WAR).
     
    Serviço: MOSTRA Interferências³
     
    12 Nov - terça-feira -> Apresentação especial de abertura da Mostra
    Centro - Rua do Rosário, 106 e arredores
    15h - Corpo Encruzilhada
     
    16 Nov – sábado-> Concentração de projetos
    Centro - Praça Mauá
    17h - Surrealixo
    18h - R.A.M e Favela Influencer
    20h - Street Não Viu e Beat Bike
     
    Centro - Centro de Cultura da Única – Sacadura Cabral, 109
    18h30 - Lenga-lenga Orô 
     
    Zona Sul - Largo do Machado
    16h – rebU
    16h30 - NDA
    18h - 021
    19h - Árduo Trajeto
     
     
     

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