Em continuação às atividades comemorativas do Ano do Samba, a Uerj promove roda de conversa sobre “A Desafricanização do Samba”, com a participação do historiador Luiz Antônio Simas e mediação do professor do Instituto de Artes da instituição, Mauricio Barros.
A ideia é debater sobre as origens do gênero musical, as multiplicidades de subgêneros e diferenças regionais, reconhecimentos e preconceitos. “Tenho convicção de que o complexo cultural do samba é fundamental para que entendamos de forma mais aguçada a própria história da formação social brasileira, marcada por quatro séculos de escravidão, e dos seus dilemas”, diz Luiz Simas.
Para ele, as referências mais diretas à temática africana ainda se mantêm com relação aos enredos de carnaval. "As agremiações são, até os dias de hoje, veículos que enfocam, salvo exceções, a África por uma perspectiva predominantemente folclorizante e, curiosamente, distante", afirma o historiador.
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