Excepcionalmente em 2016, o festival acontecerá em dois dias: 2 de dezembro (sexta-feira, Dia Nacional do Samba, efetivamente) e 3 de dezembro (sábado, Grande Festa Comemorativa).
No dia 2 de dezembro, a programação do festival tem início à meia-noite com uma queima de fogos de artifício no bairro de Oswaldo Cruz. No final da tarde, cortejos formados pelo grande público e cinco grupos de rodas de sambas saem de locais estratégicos do bairro acompanhadas de bonecos gigantes, chamados “Senhores da Memória”, que representam as músicas inesquecíveis dos lendários sambistas da região da Grande Madureira.À noite, todos os cortejos juntos seguem em direção à casa da Dona Ester (Rua Antônio Badajós), matriarca da região que costumava reunir os bambas da cidade em seu quintal. Em seguida, os cortejos partem em direção à Praça Paulo da Portela no trajeto, os grupos passarão pelo Palácio 450 Anos, dado ao bairro em função da sua história cultural no aniversário de 450 anos da Cidade Maravilhosa. Em frente ao busto de Paulo da Portela, grandes batuqueiros da história e os grupos musicais que integram a programação do dia 3 de dezembro do Trem do Samba, formam a maior roda de samba que já se viu.
Já no dia 3, a festa se inicia às 15h, com shows no Palco da Central do Brasil e a partir das 18h24, em intervalo de 20 minutos, quatro trens partirão da famosa estação em viagens diretas para Oswaldo Cruz – com animação e roda de samba nos 32 carros que compõem os trens. O acesso do público será feito por meio de ação social com a troca de 1 kg de alimento não-perecível pela passagem.
No bairro da zona Norte o público será acolhido em mais três palcos para shows, em que se apresentarão renomados artistas, além de várias rodas de samba distribuídas pelo bairro. A festa está prevista para se encerrar a uma hora da manhã.
O trem especial, onde vão Marquinhos de Oswaldo Cruz e as principais velhas guardas da cidade, fará uma parada especial para a entrada da Velha Guarda da Estação Primeira de Mangueira. “Isso acontecerá numa alusão à música ‘Sala de Recepção’, de Mestre Cartola, que compôs em homenagem a seu amigo Paulo da Portela, quando esse foi banido da Azul e Branco de Oswaldo Cruz. Paulo ficou por três dias na casa do poeta maior da Verde e Rosa. Esse ano, o Trem do Samba fará a sala de recepção ao inverso”, explica Marquinhos de Oswaldo Cruz.
Sob o tema Centenário do Samba, o festival trará todas as artes, peças de divulgação e sinalização dos projetos ilustrados com esse tema. Entre o que vem sendo planejado, por exemplo, os nomes dos quatro palcos dessa edição de dezembro nos remetem a grandes nomes de artistas do gênero: Donga (Central do Brasil) e os demais localizados no bairro de Oswaldo Cruz se chamarão: Paulo da Portela, Candeia e Zé Espinguela.
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