O Museu do Amanhã, em parceria com a Feira Literária de São Gonçalo (FLISGO), promove uma nova edição do projeto “Vivências do Tempo - Matrizes Africanas”. O evento, aberto ao público, promoverá reflexões sobre a importância dos saberes e fazeres das pessoas negras e das matrizes africanas na sociedade, além de transmitir o legado histórico da região da Pequena África, onde o museu está localizado.
A programação trará painéis, oficinas educativas, e apresentações artísticas, com co-curadoria da Flisgo, além de intervenções artísticas e culturais que visam integrar especialistas, organizações da sociedade civil e agentes de transformação para dialogar com o público em suas mais diversas linguagens. Entre os participantes, estarão o diretor de cinema e teatro Rodrigo França, a autora Eliana Alves Cruz , o filósofo Renato Noguera e a pensadora Helena Teodoro.
Dividido entre os eixos temáticos Presenças Negras; Vozes e Subjetividade; Memória e Ancestralidade, a agenda tem o objetivo de contar histórias conhecidas e inventar novas narrativas a partir dos corpos e vozes de pessoas negras. Para garantir o protagonismo e a celebração das matrizes africanas, a programação também inclui o Prêmio Letras Pretas e o evento de instituição do Aquilombamento Brasileiro de Letras e Artes Pretas Originárias, duas iniciativas da FLISGO.
Localizado na Região da Pequena África, o Museu do Amanhã busca constantes formas de diálogo com as origens históricas, artísticas e culturais de matrizes africanas que, ancestralmente, constituem a essência da identidade do território em que está inserido.
O Vivências do Tempo é um programa do Museu que procura aproximar os diversos públicos da riqueza de possibilidades existenciais que as muitas brasilidades oferecem. A primeira edição, em 2017, abordou as matrizes africanas e a segunda, em 2019, teve como foco as matrizes indígenas.
PROGRAMAÇÃO
Sábado, 30 de julho
Tema: Precisamos pensar formas novas de contar nossas histórias. Encontrar novos pontos de partida e colocar em questão quais são os supostos pontos de chegada. A partir das vozes negras podemos encontrar modos distintos de ver e perceber o mundo, criando sentidos diferentes para coisas conhecidas ou até mesmo descobrindo novos universos ainda não imaginados. É preciso permitir que os corpos se expressem livremente, percorram as ruas, as encruzilhadas, os terreiros, os mares e os morros, grafando com os seus próprios sinais a realidade que nos cerca. A partir de então, olhar a cidade, e tudo que nos cerca, já não será mais a mesma coisa. As vozes, e os corpos que as portam, precisam ser cuidadosamente ouvidos, para que possam ser devidamente valorizados.
10h - 10h30 - Contação de Histórias Baobazinho
Local: Baobá
Convidados: Anderson Barreto
14h - 15h30 - Painel O Cais do Valongo e a Pequena África: Mulheres negras com a palavra
Local: Auditório
Convidados: Eliana Alves Cruz, Helena Teodoro e Gracy Mary Moreira | Mediação: Agata Paue
15h - 16h30 - Circuito de Herança Africana
Local: Área externa
Convidados: Instituto Pretos Novos + Equipe de Educação do Museu do Amanhã
16h - 17h30 - Painel Juventude, corpos e expressividades
Local: Auditório
Convidados: Rodrigo França, Ellen Costa e Carolina Rocha | Mediação: Thiago Mathias
17h40 - 18h30 - Roda de Slam
Local: Átrio
Convidados: Slam das Minas
Domingo, 31 de julho
Tema: Pedir a benção aos mais velhos e celebrar os que ainda estão por vir. Esta é a base do pensamento sobre ancestralidade e memória das matrizes africanas. Nada pode ser pensado sobre o futuro que não passe pela semeadura deixada por quem trabalhou a terra antes de nós, ao passo que a árvore que brota no hoje já estava contida na semente do ontem.
10h - 12h - Oficina Semeando Emoções
Local: Observatório
Convidados: Agudás
14h - 15h15 - Visita Trilhar os Amanhãs: Vivências do Tempo
Local: Exposição principal
Convidados: equipe de Educação do Museu do Amanhã