A exposição “Construções Sensíveis” foi montada a partir da coleção Ella Fontanals-Cisneros pelos curadores Rodolfo de Athayde e Ania Rodríguez, da Arte A Produções. Estarão expostas 120 obras, de 60 autores, de sete países da América Latina, em uma variedade de suportes: pinturas, desenhos, esculturas, objetos, instalações, fotografias e vídeos que tomarão todo o primeiro andar e o foyer do CCCBB-Rio, que recebe o site specific do artista cubano Alexandre Arrechea.
"A exposição traz ao Brasil um recorte da abstração no nosso continente. Junto ao importante legado do concretismo e neoconcretismo brasileiros, são apresentadas as poéticas abstratas que prosperaram em outros image010países a partir dos anos de 1930”, explica Ania. Vários nomes têm reconhecimento internacional e muitos deles influenciaram e foram influenciados por latinoamericanos que encontraram em Paris ou Nova Iorque, pontos comuns de contato, intercâmbio e informação.
Os abstratos brasileiros estão representados, com Bichos de Lygia Clark e Tteia de Lygia Pape, o Metaesquema de Hélio Oiticica e as fotografias de Thomas Farkaz e Geraldo de Barros, dentre outras obras relevantes.
Alguns dos autores com obras na exposição, para dar uma ideia da abrangência e da relevância do panorama que foi montado:
Argentina: Gyula Kosice, Enio Iommi, Gregorio Vardanega, Martha Boto e Julio Le Parc.
Brasil: Lygia Clark, Hélio Oiticica, Mira Schendel, Geraldo de Barros e Thomas Farkaz.
Colômbia: Edgar Negret, Leo Matiz, Eduardo Ramírez Villamizar e Feliza Bursztyn.
Cuba: Sandu Darie, Dolores (Loló) Soldevilla, José Mijares, Roberto Diago, Carmen Herrera e Alexandre Arrechea (site specific).
México: Mathias Goeritz e Gunther Gerzso
Uruguai: Joaquín Torres García, Héctor Ragni, Antonio Llorens, Maria Freire e Marco Maggi.
Venezuela: Jesús Rafael Soto, Gego e Magdalena Fernández.