A partir de sábado (11/7), a exposição “O tempo das plantas”, na Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, convida o público a observar o mundo a partir do tempo das plantas.
O chá e o café são protagonistas da mostra que revela mais sobre o universo botânico e as conexões históricas entre Brasil e China. A entrada é gratuita, e não é preciso adquirir ingresso de acesso ao arboreto.
A exposição parte das origens da Camellia sinensis, nas montanhas do sul da China, e do Coffea arabica, nas terras altas da Etiópia, Quênia e Sudão, para refletir sobre as conexões históricas entre África, Ásia e Brasil.
Muito antes de se tornarem bebidas globais, chá e café nasceram de paisagens específicas, de montanhas úmidas, florestas tropicais e terra cultivadas por gerações de agricultores que aprenderam a acompanhar os ritmos das estações, chuva e luz. Ao longo dos séculos, suas folhas e sementes cruzaram oceanos, transformando economias, paisagens e modos de convivência.
Com curadoria do estúdio UM.BA.RA.KÁ, a exposição reúne mais de 200 itens entre obras de arte contemporânea, documentos históricos, ilustrações botânicas, objetos científicos, utensílios tradicionais, registros fotográficos, instalações sensoriais e conteúdos audiovisuais.
Participam da mostra artistas como Tiago Sant`Ana, Mãe Celina de Xangô, Emerson Rocha, Jingwei Bu e Gustavo Caboco, que conta ainda com acervos de instituições nacionais e internacionais, como o Jardim Botânico do Rio, Instituto Moreira Salles, Biblioteca Nacional, Wellcome Collection, Biodiversity Heritage Library, The National Palace Museum Collection, Shanghai Museum, The Palace Museum (Beijing Palace Museum), Museu Nacional do Palácio de Taipei e The Metropolitan Museum of Art, além de coleções particulares e acervos indígenas.
O projeto contará ainda com programação educativa, visitas mediadas, atividades sensoriais, cerimônias do chá e ações voltadas à acessibilidade.