Inspiradas no século XXI, “Cosmos” é a primeira mostra individual do artista plástico Luiz Alphonsus com obras que vem desenvolvendo desde 1970.
A exposição apresenta 17 telas de um conjunto de obras da série Pinturas Cósmicas, além de uma instalação que é uma junção da sobreposição de planos e perspectivas entre escultura e pintura.
Luiz Alphonsus vive e trabalha no Rio de Janeiro, onde convive com as formações geográficas de montanhas, presentes em vários de seus trabalhos, como nas fotografias, pinturas, instalações e esculturas.
Em sua tragetória artística, fundou a Unidade Experimental do MAM-RJ com Frederico Morais, Guilherme Vaz e Cildo Meireles em 1969 e no ano seguinte, participou da exposição efêmera organizada por Frederico Morais, “Do corpo à terra”, com o trabalho “Napalm”.
Na ocasião, o artista pegou uma faixa plástica e ateou fogo em referência à Napalm, em referência às bombas incendiárias lançadas na Guerra do Vietnã. Do corpo à terra foi um marco na vanguarda da arte brasileira.
Alphonsus também é precursor da Land Art no Brasil com trabalhos como Negativo/Positivo (1970) e Encontro num Ponto (1970), obras que realizou a partir de intervenções na natureza.
Expôs internacionalmente, em 1992, onde apresentou a obra “O observador e o passante – Versão Africana”, no Centro de Estudos Brasileiros, na cidade de Maputo, em Moçambique.
Pela América Latina, participou das exposições Nano Stockholm (2009), com curadoria do Grupo DOC do Rio de Janeiro, que passou pela ArtBo Colômbia e por cinco capitais brasileiras. No México, integrou a mostra Noches Fieras (2018/2019), no Museo Universitario del Chopo.
Em 2005, realizou uma grande retrospectiva de sua obra dentro da coleção Gilberto Chateubriand, no MAM-RJ, com curadoria de Fernando Cocchiarale; e em 2019, um panorama completo de sua produção na exposição “Cartografia Poética”, com curadoria de Daniela Name, no BNDES.