A Danielian Galeria apresenta a exposição “Jorge Guinle – Uma pincelada certa vale mais do que uma boa ideia”, com mais de 85 obras, entre pinturas em óleo sobre tela e desenhos, do pintor Jorge Guinle (1947–1987), considerado um dos principais artistas brasileiros do século 20, com relevância internacional no âmbito da abstração, e uma referência para a chamada Geração 80.
As obras são oriundas de diversas coleções particulares. A exposição tem curadoria de Marcus Lontra Costa e Rafael Peixoto.
“Jorge Guinle – Uma pincelada certa vale mais do que uma boa ideia” inaugura um pavilhão expositivo construído no terreno da Danielian Galeria, que acrescenta 600 metros quadrados aos 900 metros quadrados da casa principal da instituição.
Marcus Lontra Costa e Rafael Peixoto selecionaram aproximadamente 45 pinturas, em óleo sobre tela, produzidas por Jorge Guinle na década de 1980, como as em grande formato, com dois metros ou mais de comprimento: “Diurno” (1983), “O coringa” (1984), “Cavalo de tróia” (1986), “O corpo” (1987), “Yasmin” (1987) e “Macunaíma” (1987). Há ainda pinturas dos anos 1960, como “Sem Título” (1966), óleo sobre tela.
Para a exposição foram selecionados também cerca de 40 desenhos, em diferentes técnicas, criados entre os anos 1960 e 1980.
Representante da obra do artista, a Danielian Galeria é responsável, há cerca de três anos, por cuidar do acervo pessoal de Guinle, composto por mais de sete mil desenhos, ainda pouco conhecidos, além de outros objetos do artista, que pertenciam ao fotógrafo Marco Rodrigues, seu companheiro. A união entre Marco Rodrigues e Jorge Guinle é símbolo da conquista dos direitos LGBTQIA+ no Brasil, por ter sido a primeira união homoafetiva reconhecida pela justiça brasileira, abrindo jurisprudência para o assunto.