O Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP/Iphan), no Catete, abre dia 5 de março, às 17h, a exposição Fabulações transviadas de Caru Brandi. A mostra abre o calendário 2026 do Programa Sala do Artista Popular, que pela primeira vez realiza a mostra individual de um artista transmasculino não-binárie.
Caru Brandi é um artista gaúcho que tem a oportunidade inédita de apresentar seu trabalho no Rio de Janeiro. A partir das 18h, na área externa do Museu de Folclore Edison Carneiro, o público poderá assistir a performance ballroom dos artistas Maru e Kayodê Andrade. A entrada é gratuita.
Em Fabulações transviadas de Caru Brandi o público encontra obras do acervo do artista junto a outras criadas especialmente para a SAP. Figurativas, as cerâmicas e pinturas de Caru retratam, de forma lúdica e crítica, a dissidência de gênero, muitas vezes, espelhando a própria história de vida.
Nos trabalhos de Caru Brandi, os seres híbridos e oníricos assumem poses, posturas e expressões curiosas, realçadas por cores fortes. Todas as obras estarão à venda. A exposição pode ser visitada até 22 de abril, de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, sábados, domingos e feriados, das 11h às 17h.
Antes da inauguração de Fabulações transviadas de Caru Brandi, no próprio dia 5 de março, das 14h30 às 16h30, o público pode aprender um pouco mais do fazer artístico de Caru Brandi. O artista vai realizar a oficina “Imaginários do barro”, propondo uma vivência no universo da escultura em cerâmica. São apenas 15 vagas e as inscrições podem ser feitas via Sympla.
A pesquisa e o texto do catálogo da exposição são do antropólogo Patrick Monteiro do Nascimento Silva, que visitou o ateliê de Caru Brandi em Porto Alegre. Como descrito no catálogo: “O ateliê onde Caru trabalha foi recentemente conquistado, após o projeto Além-mundos: memórias do (in)imaginário2, realizado de forma colaborativa com outros artistas trans no espaço independente chamado Casa Baka, com recursos de um edital da Lei Paulo Gustavo.
Patrick também destaca a importância da individual do artista gaúcho ocorrer no Programa Sala do Artista Popular, criado há 43 anos no CNFCP/Iphan. “É um marco importante para a SAP apresentar o fazer artístico de uma pessoa transmasculina em uma mostra individual.
Atualmente, há no Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) um esforço para pensar sobre os patrimônios desse segmento da sociedade brasileira com a criação do Grupo de Trabalho LGBTQIAPN+, instituído através da Portaria do Iphan nº 260 de 27 de junho de 2025”, explica.
A partir das 18h, na área externa do Museu de Folclore Edison Carneiro, ocorre a performance Ballroom com Maru e Kayodê Andrade. Atuante na cena ballroom brasileira e em diferentes frentes da arte e do ativismo, Maru é transmasculino não binárie, modelo, atleta e multiartista/performer. Estudou Artes Visuais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde teve seu primeiro contato com a cena ballroom carioca.
Kayodê Andrade, transmasculino de 25 anos, é modelo, ator, poeta, dublador e fundador do Coletivo TransMaromba, de saúde mental e física de corpos transmasculinos.
Oficina | Imaginários do barro: oficina de cerâmica com Caru Brandi
Dia 5 de março, das 14h30 às 16h30 - Indicação etária: a partir de 16 anos
Serão oferecidas 15 vagas | Duração: 2h | Inscrições prévias pelo Sympla https://www.sympla.com.br/evento/imaginarios-do-barro-oficina-de-ceramica-com-caru-brandi/3325052
Realização: Associação Cultural de Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec) | Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular do Instituto de Patrimônio e Histórico e Artístico Nacional (CNFCP/Iphan)