Com curadoria de Izabela Pucu, a exposição Fio-ação, da artista visual e pesquisadora fluminense Mariana Guimarães ocupa o Terreiro do Paço com cerca de 300 obras da produção recente da artista, além de um pequeno conjunto desenvolvido nos últimos 10 anos.
Mariana tem o fio, o bordar e o tecer como elementos condutores de sua poética. O projeto inclui, ainda, um ciclo de encontros.
Reunindo diversos trabalhos inéditos, entre eles uma instalação que percorre todo o espaço expositivo, a mostra está organizada em três grandes núcleos relacionados.
A seleção curatorial inclui objetos, bordados, intervenções, fotografias, vídeo-performance e obras bidimensionais – de pequenos e grandes formatos - feitas em tecido e papel, cujo ponto de partida é pensar o fio desde os gestos iniciais, os fluxos e os movimentos dos nascimentos.
A divisão dos núcleos é determinada por interesses recorrentes de Mariana - brotação, casa, maternidade, sertão - apresentando muitas zonas de contato entre eles. Os processos e a narrativa da mostra foram construídos a partir da observação de sementes germinando, do diálogo com a floresta e do atravessamento da maternidade no corpo da artista.
O fio acompanha a história da humanidade como materialidade e como metáfora. Ele é a possibilidade de reinvenção de novos mundos, de construção de diálogos e conexões”, revela Mariana, que é doutora em artes visuais pela UFRJ.