‘Madureira em Transe’, do fotógrafo e artista plástico Edu Monteiro, é uma mostra interativa, uma imersão do que acontece nos quintais, terreiros, feiras e festas populares de Madureira.
São representações de momentos únicos, mostrados também através de esculturas, com um olhar diferenciado. Vale a pena conferir. A mostra conta com a curadoria do escritor e professor do Instituto de Artes da UERJ, Maurício Barros de Castro.
Aberta à visitação de terça-feira a domingo quando são realizadas uma série de atividades paralelas como oficinas, encontros, entre outras.
O acervo da exposição é resultado de um ano de trabalho de Edu Monteiro, período em que ele se dedicou a fotografar manifestações artístico-culturais do bairro de Madureira, na Zona Norte do Rio, famoso pelas rodas de samba, atividades nos quintais, feiras, além da religiosidade nos terreiros de matriz africana.
As imagens captadas contam muito das pessoas, comidas típicas, instrumentos, objetos de culto e rituais, enfim, do viver em Madureira. Algumas dessas imagens fazem parte do livro “Quintais do Samba da Grande Madureira”, e outras são inéditas, compondo a mostra no Sesc, que inclui também esculturas e outras imagens confeccionadas em couro.
“A impressão de imagens em couro, agregam uma materialidade diferente, estabelecendo um diálogo direto com o tambor, instrumento essencial nas manifestações afro-diaspóricas, uma das vertentes sócioculturais mais presente no bairro”, explica Edu Monteiro.
O tambor tem lugar de destaque na mostra. Ele é o convite à interatividade do público com a exposição. Os visitantes terão acesso a tocar três tambores do culto aos orixás - rum, rumpi e lé - e, de acordo com a cadência das batidas, imagens serão projetadas em uma tela diante deles.
Essa instalação, a "Trindade", é um trabalho colaborativo de Edu Monteiro, do ogã Anderson Vilmar e de Bernardo Marques-Batista, que desenvolveu o suporte tecnológico nomeado como "personal ogã" e que também assina a assistência de curadoria da exposição. "Mesmo os que não têm familiaridade com o ritmo dos terreiros não precisa se preocupar com a performance. O convite, na verdade, abre espaço para as diversas sonoridades possíveis”, afirma Bernardo Marques-Batista.
O conceito de transe, que dá título à exposição, começa logo na entrada do Sesc, a partir do movimento das grandes fotografias impressas em tecidos.
“É como um convite para que os visitantes entrem no espaço da mostra, iniciando ali a transição, o transe, que também marca os rituais de origem afro-diaspórica”, explica Edu Monteiro.
Classificação Etária: Livre
Realização: Rapsódia Empreendimentos Culturais
Artista / Concepção Artística: Edu Monteiro
Curadoria: Maurício Barros de Castro
Assistência de Curadoria: Bernardo Marques-Baptista
Consultoria Técnica (Arte e Tecnologia) e Expografia: BWMB Arte e Mídia
Produção Executiva: Rapsódia Empreendimentos Culturais
Montagem: Moises Barbosa / Kbedin Montagem e Produção Cultural
Serviços Gráficos: Gouvea Artes