O Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro recebe a exposição “Vik Muniz – A Olho Nu”, a maior retrospectiva já realizada sobre a obra do artista Vik Muniz.
Com curadoria de Daniel Rangel, a mostra ocupa o térreo e o primeiro andar com mais de 220 trabalhos de 43 séries, produzidos de 1987 até hoje.
A etapa carioca incorpora cerca de 20 obras adicionais em relação às edições anteriores, incluindo cinco inéditas criadas especialmente para o Rio, além de seis novas séries nunca apresentadas nas outras cidades. Fotografias, esculturas e objetos revelam o percurso do artista desde as obras tridimensionais anteriores ao uso da câmera até suas imagens mais conhecidas.
Logo na entrada, no térreo, o público encontra a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série “Veículos Mnemônicos”, produzida em Turim, com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos. Suspensa na Rotunda, a obra inédita “Tropeognathus mesembrinus” (2026), da série “Museu de Cinzas”, feita com polímero e cinzas do Museu Nacional, tem 8,20 metros de envergadura e pode ser vista também do segundo andar.
Entre os destaques estão ainda obras da série “Relicário”, esculturas restauradas dos “Primeiros Trabalhos”, recriações realizadas em 2026 a partir de peças históricas do artista e trabalhos raramente exibidos no país. A exposição evidencia a transformação de materiais cotidianos em imagens complexas e a relação entre objeto, memória e fotografia.