O Museu de Arte do Rio inaugura a exposição “Cipó – Pinturas Huni Kuin na Coleção MAR”, mostra inédita dedicada à produção artística do povo Huni Kuin.
A exposição reúne mais de 20 pinturas que apresentam grafismos, símbolos e narrativas ligados à ancestralidade, à floresta e à espiritualidade indígena. O MAR abriga atualmente um dos principais acervos institucionais de obras Huni Kuin do país, consolidando um trabalho voltado à valorização das culturas originárias brasileiras.
Com curadoria da equipe do museu, a mostra destaca produções conectadas aos sonhos, às mirações e aos cantos tradicionais do povo Huni Kuin. O percurso inclui ainda um mural produzido pelo coletivo MAHKU, coordenado por Iban Huni Kuin.
O nome da exposição faz referência à ayahuasca, chamada pelos Huni Kuin de Nixi Pãe, expressão associada a rituais de cura, conhecimento espiritual e conexão com a natureza. As obras apresentadas traduzem conhecimentos transmitidos entre gerações, aproximando arte, memória e cosmologia indígena.
Segundo o curador-chefe do MAR, Marcelo Campos, as pinturas apresentam conhecimentos ancestrais ligados à educação, aos remédios naturais e à relação entre os povos originários e a floresta. Já Andrea Santos destaca que reunir o maior conjunto de obras Huni Kuin em uma instituição pública do Rio representa um marco para a preservação e difusão das culturas indígenas brasileiras.
A exposição reforça o papel do museu como espaço de preservação da memória e de diálogo intercultural, ampliando o reconhecimento da arte indígena contemporânea dentro da cena artística brasileira.