ARTE E CULTURA >> Exposição

  • Marc Ferrez: território e imagem - Exposição no IMS

    Da Redação em 02 de Janeiro de 2020    Informar erro
    Local: Instituto Moreira Salles - galeria principal
    ENDEREÇO: Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea
    CONTATO: (21) 3284-7400
    DETALHES: De 7/12/19 a 15/3/20 | Terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h | Entrada grátis
    LINK: Clique aqui e visite o site
    A retrospectiva Marc Ferrez: território e imagem reúne mais de 300 itens, entre fotografias, álbuns originais, câmeras, equipamentos e documentos no IMS.
     
    As obras foram produzidas no período de 1867, início de sua carreira, até 1922, um ano antes de seu falecimento. A seleção evidencia as múltiplas facetas da produção de Ferrez, da sua atuação como fotógrafo oficial em projetos do Império à sua proximidade com a ciência e a engenharia.
     
    Na primeira parte, está o trabalho inicial de Ferrez, a partir de 1867, quando inaugura seu estúdio no Rio de Janeiro. São paisagens de várias localidades, sobretudo da cidade carioca. Muitas das imagens exibidas nessa parte são raras, já que, em 1873, um incêndio destruiu o ateliê de Ferrez, restando poucos materiais desse período.
     
    Em seguida, a exposição apresenta o trabalho de Ferrez como fotógrafo oficial da Comissão Geológica do Império do Brasil. Estabelecida em 1875, a comissão tinha o objetivo de realizar um levantamento geológico de todo o território brasileiro. Junto a ela, Ferrez percorreu o país de Norte a Sul, entre 1875 e 1876, tornando-se o primeiro fotógrafo a documentar extensivamente as diversas regiões do Brasil. 
     
    A exposição apresenta também registros da escravidão nas fazendas de café no vale do Paraíba e nas minas no estado de Minas Gerais, principais atividades econômicas durante o Segundo Império. Ainda que produzidas para servir ao status quo, quando examinadas detalhadamente, as imagens revelam sentidos dissonantes, fugindo das intenções do autor. Com fortes expressões, homens, mulheres e crianças escravizados, em muitas das imagens, encaram diretamente a câmera, expressando a violência do sistema brutal e anacrônico que se arrastaria até o final da década de 1880.
     
    A retrospectiva reúne também fotos de obras públicas, como a modernização da estrada de ferro da São Paulo Railway Company, que ligava Santos a Jundiaí, e a construção da estrada de ferro Curitiba-Paranaguá. Há ainda registros das obras de abastecimento de água realizadas no Rio de Janeiro na década de 1880 e da construção da avenida Central, atual Rio Branco, entre 1903 e 1906. Este foi o último grande projeto fotográfico realizado por Ferrez, que resultou na publicação do Álbum da avenida Central, exibido na mostra.
     
    Proprietário de um negócio comercial que demandava constante atualização técnica, o fotógrafo também soube reinventar suas práticas. A partir de 1907, em sociedade com seus filhos, e já com quase 65 anos, abriu uma nova firma, dedicada à distribuição e à comercialização de equipamentos, material e filmes para cinema. Tornou-se também proprietário do terceiro cinema fixo do Rio de Janeiro, o Cine Pathé, e em pouco tempo teria participação na difusão do cinema Brasil afora.
     
    Trechos do primeiro filme projetado na inauguração do Cine Pathé, em 1907, serão exibidos na retrospectiva. A mostra traz ainda lanternas mágicas, projetores de imagens fixas utilizados nos cinema da época para ampliar o conteúdo oferecido ao público.
     
    Durante seus últimos anos de vida, Ferrez produziu fotografias coloridas, a partir da técnica do autocromo. São registros pessoais, de viagens e visitas a amigos, feitos no Brasil e na Europa. Na época, não era possível imprimir essas fotos, apenas projetá-las ou visualizá-las em aparelhos específicos. Na mostra, as imagens poderão ser vistas da mesma maneira. Na exposição, o público também encontra uma cronologia da carreira do fotógrafo, baseada na pesquisa de Ileana Pradilla Ceron.
     
    A retrospectiva reitera a amplitude da obra de Ferrez, marcada por sua constante experimentação e pela busca por novos formatos e campos de atuação. Segundo o curador, o legado do fotógrafo “constitui uma plataforma única e singular para a compreensão do país e de sua representação, das últimas décadas do Império às primeiras da República”.
     
    Curadoria: Sergio Burgi, Ileana Pradilla Ceron (pesquisa)

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