O público ganhou uma nova oportunidade de conferir duas das exposições que têm movimentado o Museu do Amanhã: “S2 - Coração, Pulso da Vida” e “Nhande Marandu -- Uma História de Etnomídia Indígena” que ficarão em cartaz até domingo, dia 30 de abril.
S2 - Coração, Pulso da Vida
Apresentando o coração como uma máquina de viver e sentir, a mostra é distribuída entre as áreas Coração, Bem-Viver e Sentir Junto, e oferece uma série de informações sobre o órgão vital, além de experiências imersivas.
A primeira seção da mostra, chamada “Coração”, aborda os aspectos referentes ao interior do corpo humano, com foco principal na estrutura do coração, seu funcionamento e condições que podem o acometer. Desta forma, o público poderá se aproximar à fisiologia do coração e percebê-lo como um órgão que funciona em conexão com diversos outros.
Por meio de uma experiência interativa, será possível ouvir e visualizar seu batimento cardíaco replicado no ambiente.
A área “Bem-Viver” evidencia os aspectos sociais, comportamentais, econômicos, étnicos/raciais e ambientais que contribuem para escolhas individuais e expõem a complexidade de obter uma qualidade de vida dentro da construção social atual.
Esse contexto revela a importância de um acompanhamento médico humanizado, multidisciplinar e individualizado, além de reforçar a necessidade de políticas públicas para a garantia do acesso à saúde.
Depois de ver, ouvir e ler sobre o papel do coração, o visitante finaliza sua experiência sentindo a potência deste órgão. A última seção “Sentir Junto” traduzirá, com uma intervenção audiovisual de poesia e dança, a sensação do que é estar vivo, estar presente no mundo, sentir alegrias e dores e compartilhar vivências.
Também será possível ter acesso a outras perspectivas sobre bem-viver, bem como a abordagem do coração pela filosofia africana em um conteúdo produzido pelo filósofo Renato Noguera.
Entre os temas abordados, estão a importância da saúde do coração, sua relação com a qualidade de vida, o impacto da desigualdade social nas doenças cardiovasculares, a relação entre saúde mental e saúde física e o que pode ser feito para garantir uma vida melhor.
“Nhande Marandu -- Uma História de Etnomídia Indígena”
A exposição, que é uma realização do LAA-Laboratório de Atividades do Amanhã com curadoria de Anápuáka Tupinambá, Takumã Kuikuro, Trudruá Dorrico e Sandra Benites, traz um retrato sobre a comunicação dos povos indígenas, partindo de suas expressões no passado até sua configuração no presente, com uso de tecnologias digitais, sem que isso signifique perder suas identidades.
São fotos, trechos de programas de TV, filmes, artes visuais, acervos de rádios e livros que trazem os indígenas como sujeitos comunicacionais. O Laboratório de Atividades do Amanhã é apresentado pelo Santander.
Composta por produções contemporâneas dos povos indígenas, mostrando como eles já fizeram e fazem comunicação analógica e digital, a exposição apresenta múltiplas linguagens e traz um acervo com obras de Denilson Baniwa, Ailton Krenak, Zahy Guajajara, Sallisa Rosa, Jaider Esbell, Gustavo Caboco, Brisa Flow, entre outros nomes.
Comunicadores e artistas se apropriam das plataformas disponíveis para (re)produzir suas próprias narrativas, sem os estereótipos impostos pela cultura colonial dominante. Em “Nhande Marandu”, o fio condutor é a autoria indígena, com profissionais indígenas atuantes em todo o processo criativo.
Horário de funcionamento do Museu: de terça a domingo, das 10h às 18h (última entrada às 17h)