O Paço Imperial inaugura, no próximo sábado, 4 de julho, a partir das 11h, uma nova programação de exposições com quatro mostras que ocupam diferentes espaços do centro cultural.
Com entrada gratuita, a programação propõe reflexões sobre território, identidade e as múltiplas formas de existir na contemporaneidade.
A coletiva "Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir" reúne obras de artistas dos estados que compõem a área de atuação do Banco do Nordeste.
Com curadoria geral de Jacqueline Medeiros e assistência de Cecília Galindo, a exposição toma como ponto de partida a diversidade cultural da região para discutir pertencimento, ancestralidade, deslocamentos e modos de vida.
As obras estão distribuídas em quatro núcleos, inspirados em canções de artistas nordestinos, que aproximam saberes tradicionais, experiências urbanas, questões sociais e diferentes paisagens do Nordeste.
A programação segue com o retorno de Daniel Senise ao Paço Imperial, onde o artista realiza uma exposição individual após três décadas.
Em "Os dois lados da janela", com curadoria de Pollyana Quintella, são apresentados cerca de 60 trabalhos produzidos entre os anos 2000 e a atualidade, incluindo obras inéditas.
Distribuída por todas as salas do primeiro andar, a mostra reúne obras organizadas por afinidade, em vez de uma sequência cronológica, estabelecendo diálogos entre diferentes momentos da produção de um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira.
Já na individual "Micélio: Entre o fim e o começo de tudo", com curadoria de Clara Pignaton, Kyria Oliveira apresenta esculturas em feltro desenvolvidas a partir de sua pesquisa sobre o micélio, a complexa rede subterrânea formada por fungos que conecta diferentes organismos da floresta.
Ao transpor esse sistema vivo para o campo da arte, a artista propõe uma reflexão sobre interdependência, resistência e novas formas de compreender as relações entre matéria, natureza e existência.
Completa a programação a coletiva "Ecologias do Corpo", com curadoria de Ana Carolina Ralston. A mostra parte da ideia de corpos em permanente transformação. Inspirada em narrativas mitológicas de diferentes culturas, a exposição investiga a metamorfose como possibilidade estética e política, apresentando trabalhos que tensionam fronteiras entre humano, natureza e imaginação.
"As quatro novas exposições no Paço Imperial apresentam a produção recente de artistas de diferentes gerações, incluindo obras recentes de 13 artistas, além de trabalhos de aquisição institucional, instalações e obras a partir de Daniel Senise", comenta a diretora do Paço Imperial, Cláudia Saldanha.
Serviço:
Novas exposições de arte contemporânea no Paço Cultural
Abertura: 4 de julho, às 11h
Visitação: até 6 de setembro de 2026
Endereço: Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro, Rio de Janeiro
Funcionamento: terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
Entrada gratuita