Bom contador de histórias como é, o escritor, professor universitário e babalawo Rogério Athayde teceu aos poucos os 14 textos que compõem o livro "Oxalá é quem sabe e outros contos afrodiaspóricos", lançamento da Pallas Editora. Rogério receberá o também babalawo Rodrigo Sinoti na noite de autógrafos, marcada para esta sexta, 27 de novembro, às 19h, na Livraria da Travessa do Leblon.
Ora usando os seus conhecimentos acerca da mitologia dos orixás, ora deixando fluir a sua criatividade literária, Rogério escreveu estas tramas na intenção de esticar um fio que conduzisse as histórias, todas de inspiração africana. Para ser realmente bom, um livro de contos requer que exista um conceito ligando personagens e cenas, pensa o autor.
"Este livro teria outro nome e seria um pouco diferente mas, a partir das sugestões da editora Cristina Warth, mudei contos, acrescentei notas para cada um deles, escrevi um prólogo e elaborei um pequeno ensaio teórico-poético sobre o que é mito e o que é fábula, por exemplo", rebobina Rogério.
Já nas primeiras das 208 páginas, ele ensina: "As histórias de Ifá são bonitas que só. E são também importante fonte de sabedoria, provocação e interesse. Vem chegando o tempo em que essas histórias começam a ser mais conhecidas, mais respeitadas, mais contadas e recontadas para o encantamento de quem conta e de quem ouve o contado".
"Oxalá é quem sabe" é o quarto livro de Rogério Athayde pela Pallas. Também pertencem ao catálogo da editora os títulos: "Orunmilá" (2022), "O filho querido de Olokun" (2019) e "Exu e o mentiroso" (2012), todas com ilustrações e/ou capas assinadas pela artista Clara Zúñiga.
"Oxalá é quem sabe e outros contos afrodiaspóricos"
Rogério Athayde
208 páginas
R$ 62