Criado para impulsionar novos escritores negros na literatura brasileira, o Prêmio Pallas de Literatura 2026 recebe inscrições até sexta-feira, 29 de maio. Livro vencedor será publicado pela Pallas Editora em 2027.
As inscrições para o Prêmio Pallas de Literatura 2026 entram na reta final. Pela primeira vez voltada exclusivamente para livros de contos inéditos, a premiação recebe candidaturas até sexta-feira, 29 de maio, por meio do site oficial da iniciativa.
Criado em 2024 para revelar e impulsionar novos autores negros na literatura brasileira, o prêmio é destinado a escritores brasileiros autodeclarados negros, maiores de 18 anos e residentes no país. Os originais devem ser inéditos e enviados sem identificação de autoria, garantindo que a avaliação aconteça exclusivamente com base na qualidade literária das obras.
As inscrições devem ser feitas pelo site oficial da premiação: Prêmio Pallas de Literatura
Segundo a editora Mariana Warth, a escolha pelo formato de contos busca ampliar o acesso de novos escritores ao mercado editorial.
“Decidimos dedicar a edição de 2026 aos contos porque esse formato pode abrir portas para mais escritores. Muitos autores começam experimentando narrativas curtas, e queremos que o prêmio seja também um espaço de descoberta e circulação dessas vozes”, afirma.
O processo seletivo seguirá o modelo adotado nas edições anteriores. Inicialmente, uma equipe fará a triagem técnica dos originais para verificar o cumprimento das regras previstas no edital. Depois, as obras serão encaminhadas para subcomissões de leitura responsáveis pela definição da lista de finalistas, que será analisada pelo júri final.
Os nomes dos jurados permanecerão em sigilo durante a seleção e serão divulgados apenas após o anúncio do resultado, previsto para o segundo semestre deste ano.
Desde sua criação, o prêmio registrou crescimento superior a 200% no número de inscrições entre a primeira e a segunda edição, consolidando-se como uma das iniciativas voltadas à valorização de vozes negras emergentes na literatura brasileira.
Para a editora Cristina Warth, o prêmio mantém o compromisso histórico da Pallas Editora com a produção intelectual negra no Brasil.
“Há décadas trabalhamos para ampliar a visibilidade de autores e pesquisadores que contribuem para a reflexão sobre as culturas afro-brasileiras e africanas. O prêmio é uma forma de continuar esse trabalho, abrindo espaço para novas narrativas e novos escritores”, diz.
Além da publicação do livro vencedor em 2027, o autor premiado receberá mentoria do escritor Henrique Rodrigues, curador do prêmio, com orientações sobre circulação literária, participação em festivais e funcionamento do mercado editorial.
“Publicar o primeiro livro é um momento decisivo na trajetória de um escritor. A ideia da mentoria é compartilhar experiências sobre o funcionamento do campo literário e ajudar a preparar o autor para os próximos passos da carreira”, afirma Henrique.
O primeiro livro premiado pela iniciativa foi água de maré, da escritora Tatiana Nascimento. Após a publicação pela Pallas, a obra conquistou o Prêmio Mix Literário – Coelho de Prata na categoria melhor livro queer do ano.
A nova edição do prêmio coincide também com o lançamento de Malhada das Graúnas, romance vencedor da segunda edição, escrito pela médica pernambucana Márcia Moura, já disponível em livrarias de todo o país.
O edital completo, com regras de participação e especificações técnicas dos originais, está disponível no site oficial da premiação.