O samba como pensamento, história e forma de organização da vida. Essa é a proposta da aula do historiador e escritor Luiz Antônio Simas que abre o encontro “Papo de Sambista é Samba”, marcado para este sábado no Renascença Clube.
A aula, intitulada “O samba como invenção de mundo”, propõe uma reflexão sobre o papel do samba muito além da música e da dança. Simas destaca como descendentes de africanos no Brasil construíram, por meio das rodas e dos carnavais, redes de proteção social, pertencimento comunitário, resistência ao racismo e produção de arte.
O encontro integra as comemorações dos 75 anos do Renascença Clube, uma das instituições históricas da cultura negra no Rio de Janeiro, e também dialoga com o mês dedicado à reflexão sobre a eliminação da discriminação racial.
Depois da conversa, o palco passa para a música. Uma roda de samba reúne intérpretes ligados à tradição do carnaval carioca: Talarico, Wantuir e Serginho do Porto.
O evento é gratuito e combina aula, conversa e roda de samba em um encontro dedicado à história e à prática do samba.