O Itaú Cultural anunciou, nesta Sexta-Feira da Paixão (10), o segundo edital de emergência para financiar artistas que perderam trabalho ou renda durante a quarentena imposta pela epidemia de Covid-19. A segunda fase do projeto “Arte como respiro: múltiplos editais de emergência” contempla músicos e produtores de podcasts. As inscrições começam nesta segunda (13) e se estendem até quarta (15) no site do Itaú Cultural.
– A participação se dá a partir das possibilidades reais deste período. Não estamos em busca de perfeição, mas, sim, das músicas, reflexões e histórias que brotam ou são lembradas neste momento e precisam ser compartilhadas – explica Edson Natale, gerente do Núcleo de Música do Itaú Cultural. – Este edital de música foi construído na emergência e na necessidade de acolher e colaborar com os profissionais que formam a cadeia produtiva da música, como roadies, técnicos, educadores e iluminadores.
A categoria “Autoral” é reservada a composições, sejam elas individuais ou parcerias, de quaisquer gêneros musicais. Já projetos em áudio sobre a música brasileira poderão ser inscritos na categoria “Podcasts”. Os podcasts, explica o comunicado à imprensa enviado pelo Itaú Cultural, podem partir “do ponto de vista local, do bairro, comunidade, cidade, região, contexto nacional ou de movimentos musicais”.
A equipe de programadores do Núcleo de Música vai selecionar 80 composições e 40 podcasts entre os inscritos. Segundo o Itaú Cultural, os critérios para escolha serão “subjetivos, poéticos, de criatividade e originalidade, entre outros”. Os selecionados serão contatados por e-mail até 5 de maio. Os compositores e os produtores de podcasts receberão, respectivamente, R$ 5 mil e R$ 2,5 mil pelo licenciamento dos direitos autorais.
Os projetos contemplados pelo edital serão incluídos na grade programação virtual do Itaú Cultural ou em “outros canais de exibição”. A princípio, todos os projetos selecionados serão apresentados ao público até 31 de agosto. No entanto, o instituto avisa que a agenda pode mudar “diante do quadro social referente à pandemia ou de necessidades da própria organização”.
Fonte: O Globo