Naiara Martins e Jean Charnaux apresentam, pela primeira vez, o show Bossa’n’Samba, no Festival Bossa & Jazz No Visconde, em Botafogo. A apresentação acontece às 20h, na Vinoteca do Visconde.
O trabalho nasce do encontro entre a cantora e o violonista e percorre, em formato intimista, as conexões entre o samba e a bossa nova, destacando como esses gêneros se relacionam e contribuíram para transformar a música brasileira.
O repertório passa por clássicos como “Luz Negra”, de Nelson Cavaquinho e Amâncio Cardoso, e “Adeus Batucada”, de Synval Silva, chegando a obras fundamentais da bossa nova, como “Chega de Saudade” e “Insensatez”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e “Saudade Fez um Samba”, de Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli.
A seleção também contempla as matrizes afro-brasileiras em “Berimbau”, de Baden Powell e Vinícius de Moraes, além de canções como “Eu Vim da Bahia”, de Gilberto Gil, “Coração Vagabundo”, de Caetano Veloso, e “Doceamargo”, de Fred Martins.
Mais do que um repertório de clássicos, Bossa’n’Samba propõe uma aproximação entre diferentes gerações de compositores e intérpretes, mostrando como tradição e produção contemporânea se encontram na construção da música brasileira.
O Festival Bossa & Jazz do Visconde acontece durante o mês de agosto, na Vinoteca do Visconde, reunindo nove noites de apresentações de artistas do Brasil e de Portugal. A programação celebra a Bossa Nova, o Jazz, o Samba-Jazz e a música instrumental brasileira em um ambiente intimista.
Os artistas
Nascida em São Gonçalo, a cantora, compositora e pesquisadora Naiara Martins vem desenvolvendo uma trajetória que aproxima música, literatura e filosofia. Seu trabalho mais recente é o show Terras do Sem-Fim, baseado no álbum homônimo lançado em 2025, com Pedro Braga, Gabriel Policarpo e João Braga.
Mestre em Filosofia da Arte e semifinalista do Prêmio Jabuti em 2024, Naiara tem na palavra poética, na memória e na identidade cultural brasileira alguns dos eixos de sua pesquisa artística.
Jean Charnaux, nascido em 1987, é violonista, compositor e um dos nomes da música instrumental brasileira contemporânea. Com três álbuns solo e cinco projetos de duo, foi finalista do 26º Prêmio da Música Brasileira e conquistou o segundo lugar no Concurso da Rádio MEC.
Já dividiu o palco com artistas como Guinga, João Bosco, Ana Carolina, Emílio Santiago, Zélia Duncan e Fátima Guedes. Uma de suas composições foi gravada por Yamandu Costa. Seu trabalho combina domínio técnico, refinamento harmônico e pesquisa sobre a tradição musical brasileira.