A Orquestra Sinfônica divide o palco com o premiado acordeonista João Pedro Teixeira. No programa, obras de Harry Crowl, Alexandre Eisenberg e João Pedro Teixeira. A condução ficará a cargo do maestro Miguel Campos Neto.
A atmosfera envolvente e hipnotizante de Antipodae Brasiliensis, de Harry Crowl abre o espetáculo em clima de contemplação. Com uma orquestração translúcida e uma impressionante riqueza tímbrica, a obra é constituída por dois quadros sinfônicos de teor abstrato.
O programa segue com a instigante Sinfonia No. 1, de Alexandre Eisenberg. A obra é uma espécie de paráfrase na qual o compositor veste a pele de diferentes figuras fundamentais da música do século XX. A sinfonia apresenta cinco movimentos – cada um escrito em um estilo diferente.
Encerrando o programa, o compositor João Pedro Teixeira sobe ao palco para apresentar ao lado da OSB a sua Sinfonia Inesperada, Concerto para Acordeon e Orquestra. Ao longo da composição, o solista não se restringe apenas ao seu papel tradicional e por vezes se mescla à massa sinfônica, estabelecendo um diálogo diferente e especial com a orquestra. A Sinfonia tem como inspiração os duros momentos da pandemia e surpreende pelo seu apelo simbólico.