A Orquestra Sinfônica Brasileira inicia a série Orquestra Encena com um programa centrado nos sopros, sob regência do maestro André Cardoso. O repertório reúne obras de Heitor Villa-Lobos, Rodrigo Cicchelli, Gustav Holst e Antonín Dvořák.
A abertura traz o Quinteto em forma de Choros (1928), de Villa-Lobos, obra que condensa a diversidade rítmica e melódica associada à série dos Choros, exigindo virtuosismo e liberdade rítmica dos intérpretes. Em seguida, Cicchelli apresenta Variações sobre “A bendita sabedoria”, diálogo estrutural com os corais villalobianos, transformando seus materiais em nova arquitetura sonora para quinteto de metais.
A Suite nº 1 em Mi bemol maior, de Holst (em arranjo de Robert Moore), marca a transição estética do compositor rumo a referências barrocas. O programa se encerra com a Serenata para sopros, op. 44, de Dvořák, obra que equilibra leveza formal e densidade tonal.