O RioHarpFestival encerrou sua 21ª edição com o público recorde 18 mil pessoas e 60 concertos gratuitos ao longo de julho. O festival reuniu aproximadamente 150 músicos e grupos vocais de mais de 20 países e consolidou o Rio de Janeiro como uma das principais referências internacionais dedicadas à harpa.
A programação ocupou 15 espaços culturais e históricos da cidade, entre eles o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB Rio), o Arte Sesc Flamengo, a Academia Brasileira de Letras, a Academia Nacional de Medicina, o Real Gabinete Português de Leitura, o Palácio Tiradentes, o Centro Cultural Justiça Federal e a Igreja da Candelária. Nesta edição, a Rotunda do CCBB Rio recebeu concertos pela primeira vez e concentrou o maior número de apresentações do festival.
Artistas da América Latina, Europa, Ásia, Oriente Médio e África participaram da programação, que também promoveu encontros entre músicos estrangeiros e projetos socioculturais do Rio de Janeiro. Entre os grupos convidados estiveram a Camerata Uerê, formada por jovens da Maré, e a Orquestra Meninos de Luz, do Pavão-Pavãozinho.
Outro destaque foi a palestra do compositor espanhol Gabriel Erkoreka, realizada no CCBB Rio, sobre sua obra Kora para harpa. O encontro ampliou o intercâmbio artístico entre Brasil e Espanha e aproximou o público da produção contemporânea para o instrumento.
Um dos momentos marcantes da edição aconteceu em 29 de julho, durante um concerto na Igreja da Candelária. Um forte vendaval atingiu a cidade e provocou um apagão no horário da apresentação da Banda Sinfônica do Corpo de Fuzileiros Navais, com participação da harpista Sargento Giovana Sanches. Mesmo diante das condições adversas, o público permaneceu no local até o fim do concerto.
O circuito internacional do RioHarpFestival continua em agosto com o SPHarpFestival, em São Paulo, além de apresentações previstas na Espanha, França, Áustria, Alemanha e África do Sul.
O projeto também mantém edições em Brasília e outros países europeus.
O RioHarpFestival integra o projeto Música no Museu, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade do Rio de Janeiro. Em 2026, o circuito internacional amplia sua presença com a expansão para a África do Sul.