A força do Latin Jazz presente no Rio de Janeiro. Uma mistura de improviso com ritmos afro cubanos que produzem uma música tanto para escutar como para dançar.
O Latin Jazz como gênero surgiu nos EUA nos anos 40, quando músicos como Dizzy Gillespie incorporaram instrumentistas e arranjadores como Chano Pozo e Mario Bauzá em seus projetos.
Na década de 70, nomes como Mongo Santamaría e Eddie Palmieri retomaram essa linhagem em Nova York, dentro do movimento da salsa. Paralelamente, em Cuba, Emiliano Salvador e, posteriormente, Chucho Valdés lançaram discos que mesclavam o som afro-cubano com o jazz, em projetos como o do grupo Irakere.
Agora, Roberto Rutigliano traz toda essa história ao palco do Blue Note Rio, ao lado de Vanessa Rodrigues (piano), Adrian Barbet (baixo), Zé Maria (sax), Joe Pepe (trompete), Didac Tiago e Cesinha (percussão). No repertório, clássicos como “Mambo Inn”, “Bésame Mucho” e uma fusão com composições originalmente tocadas como tango, entre elas “El Día Que Me Quieras”, de Carlos Gardel, e uma versão especial de “Vida Mía”, de Osvaldo Fresedo, que dá título ao seu último álbum.
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