Segundo dados do portal Disque 100, do então Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, as religiões de matriz africana, mesmo sendo uma minoria religiosa, são as mais atingidas pela intolerância. Em 2020, foram notificados 86 casos de intolerância religiosa contra essas religiões, sendo 244 casos em 2021.
Acreditando que o desconhecimento é um importante fator dentre tantos que permitem que a intolerância aconteça - e cresça - Menina Mojubá chega aos palcos do Teatro Gonzaguinha, no Centro do Rio, para colocar a existência de uma entidade de Umbanda como ponto central da discussão, tendo o potencial de questionar e desconstruir um preconceito que há tempos sobrevive em nossa sociedade.
O espetáculo é protagonizado por Marcela Treze (responsável também pela dramaturgia) e tem direção de Gabriel Gama, que também está no palco.
Na luta pela sobrevivência dentro de uma sociedade que não trata os seus com equidade, surge uma criatura que com sua energia voraz, caminhos desafiadores e conflituosos, busca garantir não só sua sobrevivência, mas de todos que são merecedores do seu amor. Menina Mojubá retrata não somente uma história real, como também entrega um presente ancestral.
O espetáculo conta ainda com meia-entrada solidária, com o objetivo de arrecadar materiais para terreiros selecionados. A ideia é contribuir para que, mesmo com a dificuldade financeira, estes espaços de fé possam continuar seus trabalhos no axé.
Por isso, quem levar materiais como dendê, cachaça, farinha, velas, charutos, feijão fradinho, ovos, cuscuz, etc, pagará meia entrada. A cada semana um terreiro será escolhido para receber as contribuições.
A montagem de Menina Mojubá tem o patrocínio de FESTU - A Festa do Teatro, Banco Modal, Multiterminais, Rede Globo, H.I.G Capital, Gazeus Games, Lei do ISS e Prefeitura do Rio + Cultura
Classificação etária: 10 anos
Duração: 50 minutos
Elenco: Marcela Treze e Gabriel Gama
Direção: Gabriel Gama
Direção Musical: César Lira