Com direção de Fátima Leite e supervisão de Amir Haddad, Minha convida o público a reflexões sobre temas do cotidiano humano como solidão, inadequação social, preconceitos, casamento e a iminência da morte. O texto profundo e arrebatador trata de assuntos que muitas vezes não são falados, não são discutidos e não são expurgados. Mas também, e sobretudo, a importância do companheirismo e do amor.
O monólogo é um texto inédito do premiado dramaturgo Wilson Sayão, escrito no final da década de 1990, ambientado num quarto de hospital e pontuado com canções emblemáticas. O texto foi apresentado ao grupo “Tá na Rua” durante uma oficina de leitura – a Studio A - conduzida pelo diretor Amir Haddad, em 2016.
Wilson Sayão, um dos mais importantes autores da cena brasileira, não tinha um texto montado há 15 anos. Estamos pobres de autor, pobres de ideias, pobres de teatro. É um momento bom para fazer Minha.", diz Amir.
Um homem casado, pai de dois filhos, funcionário público, divide seu tempo entre o trabalho, casa e compromissos sociais com as visitas diárias à sua esposa, que se encontra em estado de coma num leito de hospital devido a uma cirurgia má sucedida. Numa destas visitas este marido revela-se, como talvez nunca houvesse feito. Apresenta-se assim sem máscaras e sem qualquer disfarce social que até ali havia conduzido a sua vida, travando um “diálogo” com esta mulher em coma, amor de sua vida, que, no entanto, no estado em que se encontra não ouve, não fala, não vê e não sente.
Texto: WIilson Sayão
Direção: Fátima Leite
Elenco: Osvan Costa