“A cabaça da existência” peça do grupo Artêros, de Angra dos Reis, estreia no Rio em curta temporada na Lapa. Indicada no ano passado ao prêmio FITA 2016 como destaque especial do júri técnico, pelo trabalho de pesquisa, expressão corporal e percussão, a peça fala sobre a criação do mundo de acordo com a mitologia Iorubá.
Orixás como Olorum, Obatalá e Ododuá são encenados de forma impactante pelos atores. A trilha percussiva é um diferencial no contexto do espetáculo e sempre é elogiada pelos críticos. A peça tem como objetivo a valorização e o resgate da cultura afro, abordando questões que refletem sobre a tolerância religiosa, o empoderamento feminino, o não preconceito e o respeito a todos os seres e crenças.
Os “Artêros” com o espetáculo “Cabaça” ganhou o diploma Heloneida Studart de Cultura, honraria entregue aos grupos que atuam no desenvolvimento da Cultura no Estado do Rio de Janeiro, concedido pela Assembleia Legislativa (Alerj). A peça também esteve presente no II Festival Escenas Breves, da Casa INJU, em Montevidéu, no Uruguai.
A Cabaça da Existência tem a produção da SpaSophia, o texto de Adilson de Oxalá com adaptação de Felipe Barbosa, direção de Camila Rocha e no elenco: Ramon Souza, Vitória Lopes, Letícia Mendes e Junio Bastos.
Ingressos: www.sympla.com.br ou no Teatro Casa de BACO.