Devido ao enorme sucesso na temporada carioca em fevereiro, o musical “Outras Marias” está de volta ao Teatro Glauce Rocha, para temporada de 28 de abril a 28 de maio, sempre de sexta a domingo, às 19h.
O espetáculo foi idealizado e é estrelado por Clara Santhana, que conhece o sucesso graças a seu belíssimo trabalho interpretando, há dez anos, Clara Nunes no espetáculo “Deixa clarear”.
Com direção de Patricia Selonk, “Outras Marias” tem texto de Márcia Zanelatto, contando a história de sete Marias que deixaram um legado de luta e transformação social.
O musical Outras Marias homenageia sete Marias, desde as históricas como Maria Bonita e Maria Felipa de Oliveira (que lutou na Conjuração Baiana, em 1798) como as Marias que tornaram-se divindades em cultos de origem brasileira e matriz africana, como as Marias Molambo, Navalha, Quitéria e a mais conhecida delas, Maria Padilha – amante de um monarca no antigo reino de Castela.
Elas têm suas vidas e lutas contadas e cantadas no musical Outras Marias, que, após estrear no Sesc Tijuca, com lotação esgotada, e fazer apresentações no Petragold, fará temporada de 05 a 28 de agosto, de sexta a domingo, no Teatro Glaucio Gill, em Copacabana.
Patricia Selonk, uma das mais respeitadas atrizes da sua geração, faz com a montagem sua estreia como diretora. A dramaturgia é assinada por Marcia Zanelatto, com quem Clara volta a trabalhar, e a direção musical é de Claudia Elizeu.
As histórias de vidas dessas Marias sustentam a narrativa que, por sua vez, resulta da costura entre textos falados e cantados. Alguns deles são célebres como “Olha, Maria”, música de Tom Jobim letrada por Vinicius de Moraes e Chico Buarque, e “Saias e cor”, parceria de Ana Costa e Zélia Duncan.
Essas canções misturam-se a ladainhas e a pontos e louvores às entidades religiosas, como “Arreda homem” e “Pra ser rainha”, ambos de domínio público. Um dos temas é a inédita “Brinca, Maria”, composta pelo professor Luiz Antônio Simas, um dos mais respeitados estudiosos do samba e da africanidade no país.
Não é somente em cena que as mulheres se fazem presentes. Para este projeto, Clara Santhana fez questão de que a equipe técnica fosse não unicamente, mas majoritariamente feminina. Daí a retomada da parceria com Marcia Zanelatto, autora de “Deixa Clarear”, a aproximação com a diretora musical Claudia Elizeu, o convite à atriz Patrícia Selonk, que estreia como diretora e com quem Clara trabalha pela primeira vez, e a presença da diretora de movimento Cátia Costa, nome de suma importância na gênese do espetáculo.
“Como as mulheres retratadas no espetáculo lutaram por seus direitos e, algumas, foram vítimas de feminicídio, quis ter cabeças femininas auxiliando na concepção e no resultado deste trabalho”, justifica Clara.
Atuação, idealização e pesquisa: Clara Santhana
Texto: Márcia Zanelatto
Direção: Patrícia Selonk
Direção Musical: Cláudia Elizeu
Direção de Movimento: Cátia Costa
Percussão: Beà Ayòóla e Geiza Caldas
Acordeom: Verónica Fernandes
Atriz convidada (voz em off): Ilea Ferraz
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 60m