E se Guimarães Rosa fosse um personagem inventado por ele mesmo? A partir dessa pergunta, a peça Um Tal Guimarães constrói um universo poético-ficcional em que Guimarães Rosa se vê mergulhado ao lado de algumas de suas criações que buscam se vingar do autor por terem sido criadas tal como foram.
Personagens estes que também se misturam com as memórias familiares do idealizador e ator da peça, Vitor Peres, em uma cidade do interior de Minas Gerais.
Vitor Peres interpreta, canta e cozinha em cena para aproximar a plateia do escritor e de sua terra natal, Minas Gerais.
“A peça traz um olhar afetivo e de resgate às origens mineiras de Guimarães Rosa e do próprio ator. Nosso trabalho de pesquisa foi intenso, fruto de muitas viagens, para levar ao público uma imersão emocionante em tantos personagens do escritor, que poderiam ser eu, você ou qualquer outra pessoa que cruzasse o seu caminho”, conta Renan, que em breve estará no Multishow e Globoplay ao lado de Bruno Mazzeo na última temporada de Cilada e está cotado para viver o compositor Carlos Gomes em “O Selvagem da Ópera”, na TV Globo.
O diretor, criado no Vidigal e desde os 7 anos no teatro, reforça que a peça tem o papel de democratizar o acesso à cultura, despertando a curiosidade das pessoas acerca da vida e obra de Guimarães Rosa.
Para isso, a escolha para a estreia de “Um tal Guimarães” foi o Bar Teatro Caiçara, na Ilha da Gigoia, onde nasceu a produtora Trupe do Mangue, criada pelo ator Vitor Peres para gerar impacto social por meio do teatro. “Acredito na retomada das companhias teatrais e no poder do teatro como ferramenta de fomento social e cultural. Nossa ideia é levar, depois, a peça para as salas de teatro do Rio e, claro, para Minas Gerais”, finaliza Renan, o Matias da novela Novo Mundo.
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