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  • Sísifo - monólogo com Gregório Duvivier une mitologia ao Brasil dos memes

    Da Redação em 06 de Janeiro de 2020    Informar erro
    Local: Teatro Prudential
    ENDEREÇO: Rua do Russel, 804 – Glória
    CONTATO: (21) 3554-2934
    DETALHES: De 10/01 a 16/02/20 | Sex a sáb às 21h, Dom às 19h30 | Ingressos: Plateia: R$90 / R$45 (meia)
    LINK: Clique aqui e visite o site
    A travessia talvez seja a grande protagonista de ‘Sísifo’. Inspirado no mito grego – do homem que carrega diariamente sua pedra morro acima para vê-la rolar ladeira abaixo e começar tudo de novo –, o texto conecta a mitologia ao caótico mundo hiperconectado e ao Brasil dos memes.
     
    Tal panorama aparece em 60 cenas curtas, assinadas por Gregório Duvivier e Vinícius Calderoni neste trabalho que marca o início da parceria destes dois artistas multifacetados. Após temporadas de sucesso em São Paulo – onde teve lotação esgotada em todas as sessões –, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e por seis cidades em Portugal, a montagem retorna ao palco do Teatro Prudential para apresentações em janeiro e fevereiro. A produção é de Andréa Alves, da Sarau Agência, responsável pela idealização dos premiados ‘Elza’ e ‘Suassuna - O Auto do Reino do Sol’.
     
    ‘Sísifo é o gif fundador da mitologia histórica, com essa ideia de eterno retorno. Percebemos como isso dava combustível para falar do momento histórico brasileiro, ao mesmo tempo em que falamos sobre travessia, sobre um trajeto que é preciso seguir. Não se chega a um novo Brasil sem passar por um Brasil distópico. Não se chega a um lugar sem passar por outro’, analisa Calderoni, autor das premiadas ‘Ãrrã’, ‘Elza’ e ‘Os Arqueólogos’, que divide o texto com Duvivier e assina a direção do monólogo.
     
    Em cena, o ator repete o mesmo movimento: caminha de um ponto a outro do palco. A cada início de uma nova cena, ele retorna ao ponto inicial, como em um gif, formato de imagem altamente difundido no universo digital. A investigação cênica deste formato deu origem ao trabalho, que incorporou outras características das novas formas de comunicação.
     
    Se os memes e gifs são capazes de resumir uma situação às vezes complexa em apenas uma imagem, a ideia em ‘Sísifo’ é de poder falar sobre temas bem diversos em uma única cena, ou em uma das travessias que Gregorio faz pela rampa que ocupa o palco, elemento central da cenografia de André Cortez. Desta forma, as cenas apresentam um vasto panorama do caótico mundo contemporâneo, com todo o seu excesso de informação e tecnologia.
     
    Entre os muitos temas pelos quais o texto passa, entram em pauta os influenciadores digitais, alguns absurdos nas transmissões ao vivo pelas redes sociais, o complexo momento político brasileiro e até mesmo as desilusões pessoais em um mundo hiperconectado.
     
    A estreia selou o encontro entre dois representantes de uma geração que cresceu no ambiente virtual e cujo talento artístico se manifesta nas mais diversas frentes. Cria do Tablado, a tradicional escola teatral carioca, Gregório Duvivier despontou para o sucesso em espetáculos de improvisação (o precursor ‘Z.E. – Zenas Emprovisadas’) e seguiu carreira como ator e também escritor de poesia, crônica e roteiros para televisão, cinema e para os vídeos do fenômeno Porta dos Fundos, canal do qual é um dos fundadores. Do outro lado da ponte-aérea, Vinícius Calderoni dava seus passos no teatro e na música.
     
    Após lançar seu primeiro disco em 2007, ele passou a integrar o grupo 5 a Seco, que atualmente roda o país em uma turnê comemorativa por uma década de trabalho. Em 2010, ele fundou o Empório de Teatro Sortido, companhia de teatro quem mantém com Rafael Gomes. O saldo positivo da empreitada é imenso e inclui o Prêmio Shell de Melhor Autor por Ãrrã (2015), o APCA por Os Arqueólogos (2016) e Elza (2018) e o Reverência por ‘Elza’ (2018).
     
    Alguns colaboradores do Empório de Teatro Sortido estão em ‘Sísifo’, como o já mencionado André Cortez, o iluminador Wagner Antônio e Fabrício Licursi na direção de movimento. Fause Haten assina o figurino e Mariá Portugal ficou com a direção musical. A produção é da Sarau Agência, de Andréa Alves, que idealizou ‘Elza’, com texto de Calderoni, além de ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Macunaíma’, êxitos da companhia Barca dos Corações Partidos.

    Com: Gregório Duvivier
    Texto: Vinícius Calderoni e Gregório Duvivier
    Direção: Vinícius Calderoni
     
    Classificação etária: 16 anos.
    Duração: 60 min

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