O espetáculo narra a trajetória da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz.
Zilda Arns visitou todas as cidades brasileiras – chegou com a missão de salvar vidas de norte a sul do país, de lixões a aldeias indígenas, das periferias dos grandes centros aos interiores sertanejos, nenhum lugar lhe escapava. Um trabalho desbravador, que muitas vezes lembra a expedição dos irmãos Villas-Bôas.
“Ela era doce, da paz e muito religiosa, e era assim que ela aparecia na mídia. Na peça, vamos conhecer uma Zilda “bélica”, diferente da figura pública. Uma mulher de fibra, para quem não existia obstáculos, que enfrentou cardeais, ministros e presidentes, uma mulher que elegeu o combate à mortalidade infantil como missão e que, com a morte de seu primogênito, decidiu estancar a dor e lutar pela vida”, frisa o diretor.
Dra. Zilda morreu, em 2010, durante o terremoto que devastou o Haiti. A médica estava lá em missão humanitária, com o objetivo de fundar a Pastoral da Criança naquele que é o país mais pobre da América Latina. Morreu dentro da igreja, antes de seu discurso de inauguração, mas seu legado fica para sempre.
Texto: Luiz Antonio Rocha e Simone Kalil
Direção: Luiz Antonio Rocha
Elenco: Simone Kalil
Direção musical, composição sonora e execução: Beá
Foto Dalton Valério
Lotação: 103 pessoas
Duração: 1h
Classificação indicativa: Livre