Os moradores do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, comemoram a implantação de um campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro na comunidade. O protocolo de intenção para instalação da unidade foi assinado pelo ministro e pelo reitor do IFRJ, professor Rafael Almada.
Também presente, o prefeito Eduardo Paes assinou o decreto de desapropriação do terreno da antiga fábrica de plásticos, que vai abrigar o campus, localizada na Av. Itaoca 1776, um dos acessos ao conjunto de Favelas do Alemão, Zona Norte do Rio.
“Quero em primeiro lugar trazer a todos os presentes um abraço do nosso presidente Lula e de nossa primeira-dama, a Janja. Venho aqui hoje a pedido deles, para saldar uma dívida que o Estado brasileiro tem desde 2011 com a comunidade do Complexo do Alemão. Vamos disponibilizar todos os recursos necessários para essa conquista, que é de vocês”, disse o ministro da educação Camilo Santana.
O prefeito Eduardo Paes enfatizou a luta dos moradores, “Mais do que ninguém o morador daqui sabe o que significa a ausência de política pública, de educação, de ações que visem ajudar os mais pobres. Temos aqui hoje uma ação de um governo que tem 6 meses, e já mostra a que veio. E, particularmente, esse evento aqui é fruto de um movimento popular, desenvolvido no Complexo pelas suas lideranças, que se articularam para chegar ao ministro e à primeira-dama Janja”.
A obra em questão contempla execução dos blocos administrativo e pedagógicos, auditório, guaritas e urbanização do campus, com um valor estimado de R$ 25 milhões e deverá ser executada conforme plano de execução físico financeiro plurianual e de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira das partes, com previsão de liberação imediata de R$ 3 milhões via Declaração de Dotação Orçamentária.
A líder comunitária Tia Bete, que há décadas é educadora no Complexo do Alemão, com atuação em outras áreas da comunidade, contou que existem mais de 20 organizações sociais que lutam por melhorias. “Há mais de 12 anos, desde 2011, nós lutamos por essa unidade do IFRJ. Lutamos porque entendemos que uma unidade educacional, como o Instituto Federal, representa, além da sua atividade fim, a formação de milhares de jovens e com uma mudança significativa na postura governamental perante a favela, com mais educação e menos repressão”, relatou.
O IFRJ, instituição federal de ensino público e gratuito, atua em diferentes níveis e modalidades de ensino, com opções desde a formação inicial e continuada, passando pelo ensino técnico de nível médio, pela graduação e indo até a pós-graduação lato e stricto sensu. Com atuação em 14 municípios do Rio de Janeiro, hoje conta com mais de 16 mil estudantes e mais de 150 cursos.
Fonte: IFRJ