O Museu do Amanhã anunciou a criação da Escola de Ciências do Amanhã, novo centro dedicado à formação, pesquisa e produção de conhecimento voltado para os desafios contemporâneos.
A iniciativa amplia a atuação da instituição como espaço de reflexão sobre temas que devem orientar suas atividades na próxima década.
Estruturada a partir de três frentes integradas — formação, pesquisa e documentação — a Escola propõe uma abordagem que reúne diferentes formas de conhecimento, promovendo o diálogo entre ciência, cultura, saberes ancestrais e experiências sociais. O projeto é coordenado pelos cientistas Fabio Scarano e Nina Pougy.
Segundo Scarano, que também atua como curador do Museu do Amanhã, a criação da Escola é resultado do acúmulo de experiências e pesquisas desenvolvidas ao longo dos dez anos de funcionamento do equipamento cultural. A proposta é ampliar a capacidade de produção de conhecimento e estimular reflexões sobre os desafios impostos pelo atual cenário global.
A pesquisa será um dos pilares centrais da nova estrutura. As primeiras linhas de investigação serão dedicadas aos temas Cultura e Clima e Futuros. Para desenvolver os estudos, foram selecionadas as pesquisadoras Tatiana Castelo Branco e Thuane Bochorny, que iniciarão residências no museu ao longo deste ano.
Tatiana Castelo Branco atuará na frente Cultura e Clima, investigando como a relação entre cultura e mudanças climáticas pode contribuir para estratégias de enfrentamento da crise ambiental. Já Thuane Bochorny desenvolverá pesquisas na área de Futuros, vinculadas à Cátedra UNESCO de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa, que busca refletir sobre cenários futuros e caminhos para sociedades mais sustentáveis.
Além das pesquisas, a Escola já inicia suas atividades com projetos em andamento. Entre eles está a disciplina Sustentabilidade e Futuros, desenvolvida em parceria com a Escola Fundação Darcy Vargas para estudantes do Ensino Médio. A proposta é estimular a compreensão das dimensões científicas, sociais e culturais da sustentabilidade.
Outras iniciativas previstas incluem uma formação nacional em Justiça Climática, com etapas online e presencial, além de uma nova temporada do podcast do Museu do Amanhã, dedicada à discussão sobre cultura e o uso do fogo a partir de diferentes perspectivas e conhecimentos tradicionais.
A Escola também passa a concentrar programas já desenvolvidos pelo antigo setor científico do museu, como o Mulheres na Ciência e Inovação, o Prêmio Elisa Frota Pessoa e a Cátedra UNESCO de Bem-estar Planetário e Antecipação Regenerativa. Com isso, o Museu do Amanhã reforça seu papel como espaço de pesquisa, formação e articulação de conhecimentos voltados para os desafios do século XXI.