A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) assinou contrato de licenciamento do MagLev-Cobra com a Aerom, empresa brasileira especializada em soluções de mobilidade urbana sustentável.
O acordo abre uma nova etapa para o desenvolvimento da tecnologia criada na universidade, com o objetivo de levá-la ao nível de maturidade tecnológica 8 (TRL 8), etapa necessária para viabilizar sua operação comercial.
A assinatura aconteceu no Auditório da Inovateca, na Cidade Universitária, com a participação do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, da diretora da Inova UFRJ, Daniela Uziel, e do CEO da Aerom, Marcus Coester.
Desenvolvido na Coppe/UFRJ sob a liderança do professor Richard Stephan, o MagLev-Cobra utiliza levitação magnética supercondutora para se deslocar sobre trilhos.
A tecnologia combina ímãs de terras raras instalados na via com supercondutores de alta temperatura crítica instalados no veículo. Mantidos resfriados por nitrogênio líquido, esses componentes produzem uma levitação estável sem a necessidade dos complexos sistemas de controle ativo empregados em outros modelos de trens maglev.
A movimentação é feita por um motor linear, sem contato mecânico entre o veículo e a via. O sistema não produz emissões locais e foi projetado para consumir menos energia, além de permitir estruturas elevadas mais leves e com menor impacto na paisagem.
Outro diferencial está no custo de implantação. A estimativa é de que a construção do MagLev-Cobra custe cerca de um terço do valor por quilômetro de um metrô subterrâneo, além de apresentar custo inferior ao de um sistema de monotrilho.
O protótipo em escala real (foto) funcionou entre 2014 e o início da pandemia de covid-19 em uma linha experimental de 200 metros na Cidade Universitária. Nesse período, transportou mais de 20 mil passageiros.
Com o licenciamento, UFRJ e Aerom entram agora na etapa final de desenvolvimento tecnológico, buscando transformar o protótipo em um sistema de transporte coletivo capaz de operar comercialmente e atender às necessidades de mobilidade das grandes cidades brasileiras.
Fonte: Conexão UFRJ