As autoridades de saúde da Alemanha estão apelando para migrantes medicamente qualificados para ajudá-los a combater o coronavírus. À medida que um número crescente de médicos e enfermeiros adoece ou fica em quarentena, a escassez de equipe médica está pressionando um serviço de saúde geralmente com bons recursos.
O país tem 14.000 médicos sírios refugiados aguardando aprovação das qualificações. A maioria impedidos de trabalhar por falta do reconhecimento dos diplomas.
As iniciativas do governo já aumentaram o número de leitos de terapia intensiva de cerca de 24.000 para 40.000, a maioria deles com ventiladores. Os funcionários estão sendo treinados novamente e as operações não essenciais em todo o país foram canceladas.
Mas o sistema de saúde ainda precisa de mais pessoal médico para cuidar dos pacientes, aumentar os níveis de testes e rastrear as pessoas que estiveram em contato com aqueles que estão doentes. O Instituto Robert Koch, que assessora o governo em saúde pública, disse que 2.300 médicos estão doentes ou em quarentena. Mas, sem nenhuma coleta central de dados, acredita-se que o número real seja muito maior. Somente no estado da Baviera, 244 consultórios médicos tiveram que ser encerrados devido a infecções por coronavírus.
O estado oriental da Saxônia está na vanguarda de uma campanha que pede a ajuda de médicos estrangeiros, incluindo os milhares de refugiados que chegaram em 2015. Segundo o grupo do Facebook Médicos Sírios na Alemanha, existem 14.000 médicos sírios aguardando a aprovação de suas qualificações.
Fonte: The Guardian