O relatório anual divulgado pela Repórteres Sem Fronteiras aponta que a pontuação média global da liberdade de imprensa atingiu o nível mais baixo dos últimos 25 anos.
Em meio à tendência de deterioração das condições para o jornalismo, o Brasil aparece como um dos destaques positivos do levantamento. Desde 2022, o país avançou 58 posições no ranking e passou a figurar à frente dos Estados Unidos na classificação da entidade.
O movimento contrasta com o cenário predominante nas Américas, onde diversas democracias registraram queda nas condições para o exercício da atividade jornalística.
Segundo Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, práticas como assédio a jornalistas, hostilizações públicas e a ampliação da desinformação têm afetado inclusive países com tradição democrática.
Para a organização, a liberdade de imprensa deve ser entendida como um direito coletivo da sociedade ao acesso a informações confiáveis, independentes e plurais.
O relatório cita pioras recentes em países como Estados Unidos, Argentina, Peru e Equador. O México permanece como um dos ambientes mais violentos para a imprensa no continente, acumulando altos índices de assassinatos de jornalistas nas últimas décadas.
A RSF recomenda que governos adotem políticas públicas voltadas à proteção do jornalismo, à criação de ambientes regulatórios mais favoráveis e ao fortalecimento do pluralismo e da diversidade na mídia, incluindo a regulação de plataformas digitais e ferramentas de inteligência artificial.
Fonte: Agência Brasil