A Feira de Antiguidades da Praça XV de Novembro, reconhecida como patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro, terá seu funcionamento suspenso durante quatro sábados consecutivos em razão da ocupação do espaço por megablocos de Carnaval.
A suspensão implica perda de renda para dezenas de comerciantes que atuam na feira. Sem contratos formais ou remuneração fixa, esses expositores dependem exclusivamente das vendas realizadas nos dias de funcionamento. A paralisação, portanto, representa impacto direto na subsistência de famílias que vivem da atividade.
A discussão sobre a Feira de Antiguidades da Praça XV expõe um tema recorrente na gestão cultural do Rio: a definição de prioridades na ocupação do espaço urbano e o equilíbrio entre grandes eventos e manifestações tradicionais. Em uma cidade que se afirma como plural, a preservação da memória cultural cotidiana segue como desafio institucional.