Boletim da Cedae divulgado neste sábado (6) mostra que a concentração de geosmina/2-MIB na água tratada do Guandu bateu, no sábado passado (30), o recorde de 2021.
O relatório, que atualizou as medições na água até o dia 1º, traz ainda que desde o dia 23 a água bruta vem chegando ao Guandu com compostos provenientes de matéria orgânica.
Exemplos desses compostos são a geosmina e o 2-Metil-Isoborneol (2-MIB), que deixam a água com gosto e cheiro de terra.
Nesta sexta-feira (5), a Cedae admitiu não estar conseguindo eliminar essas alterações no produto encanado.
Geosmina subindo
O monitoramento colhe amostras diárias em três pontos do Sistema Guandu:
Na captação, ainda no Rio Guandu, antes do tratamento;
Após passar pela Velha Estação de Tratamento de Esgoto (Veta);
Após passar pela Nova Estação de Tratamento de Esgoto (Neta).
A Veta e a Neta são unidades independentes.
Até então, a concentração máxima tinha sido de 0,023 micrograma por litro (μg/L), no dia 24, na água recém-saída da Veta.
No dia 30, no mesmo ponto, a análise encontrou 0,087 μg/L — uma concentração quase quatro vezes maior.
O recorde de 2021, no entanto, ainda é bem inferior aos valores registrados na “Crise da Geosmina” do ano passado. O máximo na época foi de 0,838 μg/L — ou quase 10 vezes mais que os atuais 0,087 μg/L.
O presidente da Cedae não explicou por que os tratamentos não estão dando certo este ano.
Fonte: G1