Começaram nesta quarta as obras de revitalização do antigo Mercadinho São José, em Laranjeiras. Operários retiraram estruturas como toldos e móveis abandonados quando o espaço fechou em 2018.
O consórcio das empresas Junta Local e Engeprat, estruturado pela Konek Transformação Imobiliária, será o responsável pela gestão do Mercadinho São José pelos próximos 25 anos.
O valor de outorga oferecido foi de R$ 5 mil por mês e mais 10% do faturamento com patrocínio, publicidade e eventos. O investimento privado previsto é de R$ 8,5 milhões para obras de readequação e requalificação do mercado.
As obras devem durar um ano. A previsão de reabertura do Mercadinho São José é no segundo semestre de 2024, ano em que o espaço completará 80 anos.
Em meados deste ano, a Prefeitura comprou do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o prédio e o terreno ao lado por R$ 3 milhões em negociação entre o prefeito Eduardo Paes e o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi. A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) fez um chamamento público que durou 60 dias com três grupos participantes.
Após as obras, o pátio interno – agora climatizado – ganhará uma cobertura. O espaço também terá uma área de convívio aberta no terraço e três pavimentos no prédio anexo ao mercado, podendo receber eventos culturais, restaurantes e feiras.
O Mercadinho São José
A história do Mercadinho São José teve início quando o então presidente Getúlio Vargas decidiu adaptar suas baias para criar um mercado e fornecer alimentos mais acessíveis à população durante a Segunda Guerra Mundial. O local, que funcionou como uma senzala e um celeiro de uma fazenda localizada no Parque Guinle na época do Império, foi inaugurado como mercado em 31 de maio de 1944.
Depois de décadas de abandono desde os anos 60, o mercado passou por uma revitalização em 1988 e foi declarado patrimônio em 1994. Desde então, se transformou num polo cultural e gastronômico da Zona Sul. Com o tempo, a infraestrutura do mercado começou a se deteriorar e acabou fechado em 2018, quando o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), então proprietário do imóvel, conseguiu retomá-lo judicialmente.
Fonte: Prefeitura do Rio