A Cobal do Humaitá, que emprega cerca de 5 mil pessoas, corre o risco de fechar. Os empresários que têm negócios no local já começaram a receber ordens de despejo e alertam que os contratos de locação não estão mais sendo renovados a cada cinco anos pela Conab que responde pelas instalações.
Inaugurada em 1971, a Cobal do Humaitá era um mercado de verduras que posteriormente ganhou restaurantes, lojas de decoração, floriculturas e até supermercados.
Tombada pelo Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, a Cobal recebe um fluxo de 12 mil pessoas por dia e é um espaço importante para os moradores de Botafogo e do Humaitá.
A meta dos comerciantes é fazer uma gestão compartilhada com a Conab. Com este fim, foi fundada em outubro de 2019 a Associação dos Empresários da Cobal do Humaitá com 34 estabelecimentos filiados. Para dirigir a entidade foi eleita a advogada Milene Bedran (foto), dona de dois restaurantes na Cobal e com larga experiência em advocacia corporativa.
A ideia de Bedran é ter coparticipação entre o público e o privado e fazer uma administração por investimento. “A União cede o espaço para o Estado que terceiriza para os comerciantes gerirem”, assinala. Ela destaca que mesmo a Cobal estando salva é preciso fazer investimentos. Além de aumentar a ocupação dos espaços ociosos com pequenos produtores orgânicos e artesanais, a associação promete reformar os banheiros, recuperar o telhado e “retrofitar” os espaços do complexo. Além disso, está prevista uma nova sinalização e sinal wifi.