Enfraquecido pela pandemia de coronavírus, o setor de transporte aéreo europeu já está pensando nas consequências da crise. Como reatrivar a atividade e recuperar a confiança dos passageiros após um desastre que, em qualquer caso, deixará vestígios? Esta é a pergunta que as companhias aéreas estão tentando responder.
Segundo o jornal francês Le Parisien, várias cartas estão sobre a mesa. A mais radical seria a introdução de um passaporte de saúde e apenas pessoas já imunizadas pela doença poderiam voar.
"É como um passaporte clássico. Você é imune, pode embarcar. Caso contrário, fica no chão", explicou René Marc Chikli, presidente do Sindicato dos Operadores de Turismo (Seto), ao jornal diário. Se ele considera a proposta atraente, reconhece que "sua implementação é complexa" e alerta contra seu caráter "estigmatizante" e o risco muito importante de "desvios".
O jornal destaca também a obrigação de desinfetar os aviões após cada viagem ou tornar obrigatório o uso de máscaras e luvas.