O prefeito Eduardo Paes e o secretário municipal de Cultura Marcelo Calero lançaram o Plano de Investimentos Viva a Cultura Carioca, um pacote de R$ 349 milhões, que representa o maior investimento em cultura na história da cidade.
O Viva a Cultura Carioca abrange dez programas, desenhados a partir das demandas dos fazedores de cultura do Rio e da população em geral, e tem como pilares a territorialização e a democratização dos investimentos.
A maior parte dos recursos, cerca de R$ 287 milhões, 80% do total, virá de fontes próprias da Prefeitura.
O plano conta, também, com recursos oriundos de repasses da Lei Paulo Gustavo (cerca de R$ 47 milhões destinados à cidade, dos quais R$ 13 milhões irão para a Cultura e R$ 34 milhões devem ser, obrigatoriamente, investidos no audiovisual, por meio da Riofilme) e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, cujo desembolso, conforme promessa do Ministério da Cultura, deve acontecer em agosto deste ano (cerca de R$ 39 milhões direcionados ao Rio).
Em entrevista exclusiva à Agenda Bafafá, Marcelo Calero enumera os pontos principais do pacote.
Quais são os eixos básicos desse aporte financeiro à cultura do Rio de Janeiro?
São dois eixos na verdade. Primeiro, a preocupação com os equipamentos de cultura, envolvendo não só obras, mas também garantindo a produção cultural. O outro grande pilar é mais verbas para a produção cultural carioca. Queremos que a população passe a frequentar os espaços culturais.
Como será dividido esse investimento?
Na modernização das arenas e lonas com repasse maior de recursos. É o que chamo de "economia da cultura" que movimenta a produção local. É uma injeção de investimento, venosa, na veia.
O que tem a dizer a quem reclama que tudo acontece apenas na Zona Sul carioca?
Já tem um tempo que a gente está mudando esta lógica com políticas afirmativas de distribuição de verbas da secretaria de cultura. A gente sabe que os subúrbios são grandes produtores de cultura e por isso fazemos questão de atender esses lugares.
Qual é o seu maior desafio à frente da secretaria municipal de cultura?
O maior desafio é conseguir executar esse plano e superar a burocracia que envolve os investimentos. Tenho certeza de que seremos bem sucedidos.
Entrevista concedida ao editor da Agenda Bafafá, Ricardo Rabelo.