A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) retomou nesta segunda-feira (22) o programa de combate ao Aedes aegypti com a soltura de mosquitos incapazes de transmitir dengue, zika e chikungunya.
Levas de 150 insetos seriam soltas ao longo do dia em parte da Zona Norte do Rio. Em laboratório, Aedes são inoculados com a bactéria Wolbachia, que os impede de transmitir vírus quando picam humanos. Com a soltura, gerações se reproduzem e disseminam a bactéria no ambiente — esse micro-organismo não faz mal para pessoas.
“É uma bactéria muito comum na natureza”, explicou Luciano Moreira, líder do método Wolbachia no Brasil e pesquisador da Fiocruz.
As liberações — paradas há três meses por causa do coronavírus — serão feitas durante 16 semanas, sempre no período da manhã, por meio de um veículo identificado como Saúde Fiocruz.
Luciano voltou a pedir que os cariocas continuem atentos para limpar possíveis criadouros de Aedes. "Queremos menos mosquitos, mas mosquitos com Wolbachia", disse.
Números da dengue no RJ
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até a última terça-feira (16), o RJ havia registrado em 2020:
Dengue — 3.964 casos e 1 óbito
Zika — 100 casos e nenhum óbito
Chikungunya — 3.322 casos e 1 óbito
Em 2019, no mesmo período, foram:
Dengue — 26.493 casos e nenhum óbito
Zika — 1.079 casos e nenhum óbito
Chikungunya — 69.017 casos e 19 óbitos
Em 2019 todo:
Dengue — 32.514 casos e nenhum óbito
Zika — 1.556 casos e nenhum óbito
Chikungunya — 86.187 casos e 64 óbitos
Fonte: G1